Antonina arrasta multidão de foliões
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 1998
Filipe Pimentel 
Kraw PenasA tranquila cidade histórica de Antonina, no Litoral paranaense, praticamente triplicou sua população desde o último sábado, com a chegada de forasteiros em busca de um dos carnavais mais animados do Paraná. O número de habitantes - cerca de 19 mil - saltou para quase 60 mil. Hotéis e casas ficaram lotados.
A prefeita da cidade, Mônica Peluso, diz que, embora Antonina não tenha uma grande rede hoteleira, o município tem capacidade para absorver toda esta população. Muitos turistas ficam em cidades próximas, como Paranaguá, Morretes e até mesmo nas praias de Caiobá e Guaratuba. Eles só vêm para Antonina se divertir, disse.
A foliaEmbora chuvas rápidas tenham insistido em atrapalhar um pouco a festa, a Rua Carlos Gomes da Costa, onde aconteceram os desfiles de blocos e escolas de samba, ficou totalmente tomada por foliões, todos os dias, embalados também por um trio elétrico.
Kraw PenasFoliaA Escola de Samba Batelcontagioua multidão, que cantou junto o samba-enredo.
No bloco das Estivalosas (ao lado) o estivador Ildo Pereira não economizou na performanceNo sábado, os foliões, sozinhos ou em blocos, não pararam nem um minuto de pular. Movidos ao som de samba, reggae, pagode e até rock, se divertiram até o amanhecer. As bandas só pararam de tocar quando já era dia.
Mas não era apenas na música que os foliões estavam interessados. A verdeira diversão era curtir com o folião ao lado. Se nos carnavais passados quem mandava na festa eram o confete e a serpentina, este ano a novidade foi o banho de espuma. Cada folião tinha a sua bisnaga e esguichava sem dó em várias direções, atingindo quem estive por perto. Em pouco tempo, era possível ver alguns foliões literalmente brancos de espuma.
Os blocos aos poucos iam tomando conta da avenida. Entre eles, o Bloco da Fumaça, o Bembebaço, o Estivalosa, os Enjaulados, e é claro, homens vestidos de mulher no Escandalosas.
Os desfilesNo domingo acontecem os tradicionais desfiles das escolas de samba. Este ano, o desfile perdeu um pouco do brilho, pois uma das principais candidatas, a Filhos da Capela, não desfilou. O problema todo foi a falta de verba, explicou a prefeita Mônica Peluso.
Na avenida, porém, outras fizeram bonito: a Escola de Samba Batel e a Leões de Ouro. A Batel, com quatro títulos no currículo, contagiou a multidão, com o enredo Na Trilha das Águas. Todo mundo cantou junto com os mais de 300 integrantes, que fizeram um desfile emocionante. O resultado só sai na próxima semana. Mas há quem diga que novamente não tem para ninguém. É Batel na cabeça.


