Antipoluentes já funcionam
Antipoluentes já funcionam
O episódio da indústria têxtil Carambeí, que culminou com a prisão do ex-secretário da Agricultura do Paraná, José Carlos Tibúrcio, que hoje dedica-se apenas à pecuária, começou com denúncias de que esta estaria poluindo o Ribeirão Cambezinho.
Na época o engenheiro-químico do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Nelson Santos Pereira, afirmou que a indústria utilizava soda cáustica, ácido sulfúrico e alvejantes em seu processo industrial. Em 29 de junho do ano passado, a indústria foi autuada em R$ 800 por dia após uma mortandade de peixes no ribeirão, mas a Carambeí recorreu.
Nas análises feitas em 12 de julho, o IAP constatou que a poluição estava muito acima dos índices aceitáveis pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). No exame de demanda química de oxigênio (DQO) foi constatado que os dejetos jogados no ribeirão estavam em 2.340 por 100 miligramas de água, quando o máximo permitido, nesse caso, é de 300 por ml. .
Segundo o advogado da Carambeí, Carlos Henrique Schiefer, a empresa na época estava implantando equipamentos antipoluentes nas três lagoas da indústria. Hoje, segundo ele, este sistema de tratamento dos efluentes já está operando. Ele afirmou que não pode declarar que o Ribeirão Cambezinho não está mais sendo poluído com dejetos industriais da Carambeí, mas disse que nas lagoas de tratamento hoje é possível pescar peixes de até um quilo e meio.
Schiefer afirmou que a Carambeí, depois do episódio da prisão de Tibúrcio, não recebeu nenhuma intimação por estar provocando poluição ambiental. O promotor da Defesa do Meio Ambiente, Tiago de Oliveira Gerardi, disse que o caso não foi encerrado e um inquérito civil para apurar a poluição ambiental e um processo administrativo para averiguar a poluição sonora estão em andamento. (E.P.)





