ANTIGOS EM USO - Usados vencem preconceito e disputam mercado
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terça-feira, 26 de setembro de 2006
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A história do comércio de móveis usados na Avenida Duque de Caxias passa necessariamente pela iniciativa dos Zanoni. Pioneiros no ramo, os integrantes da família ainda demonstram força, com cinco lojas na principal região do setor em Londrina.
Uma das maiores lojas está sob comando de Clélia Jesus Zanoni Ramos, 55 anos. Com experiência de três décadas negociando móveis usados, ela conta que tudo o que aprendeu foi na prática. ''Não temos estudo. Por isso, o que aprendemos e conseguimos foi comprando e vendendo móveis'', comenta.
Para ela, um diferencial importante da loja é a aposta em antiguidades. São móveis de época, que são procurados por quem tenta decorar com estilo. Tanto que muitos clientes de Clélia são de cidades vizinhas e até de outros Estados, com o Mato Grosso. Um exemplo de móvel de época são as penteadeiras, que eram comuns antigamente e hoje são procuradas para compor ambientes.
''Aprendi com um irmão meu que o mais importante na comercialização de móveis usados é a qualidade de cada peça'', declara. E é a qualidade, aliada à antiguidade de muitos móveis, que possibilitou a abertura de novos mercados para Clélia Zanoni Ramos.
Peças antigas como aparadores são procurados por buffets, para montar ambientes de festas. Organizadores de casamentos e teatros também vão em busca de móveis antigos e estilizados para alugar. O preço, normalmente, fica em torno de 20% do valor da peça. E a retirada é feita após o cliente deixar um cheque-caução. ''Quase todos os móveis usados na filmagem de Gaijin 2 foram alugados por nós'', ressalta.
Mesmo com o diferencial, Clélia comenta que a concorrência no setor está acirrada. Tradicional na área, ela contabilizou 45 lojas apenas na Duque de Caxias. Somente entre as avenidas Celso Garcia Cid e Juscelino Kubitscheck, foram abertos 12 novos estabelecimentos esse ano.
''O mercado não é mais o que era antes. Agora está muito mais difícil. Mas não tem problema. A gente se dá bem com os donos de todas as lojas'', garante.


