Antigo hospital vira mocó para vândalos em Cambé
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segunda-feira, 21 de agosto de 2006
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
O prédio onde funcionava o antigo Hospital Londrina em Cambé está abandonado e sendo, aos poucos, destruído. Janelas e portas inteiras, pisos, luminárias, fiação elétrica, vasos sanitários e qualquer outro objeto que pode ser aproveitado estão sendo furtados todos os dias.
Moradores e comerciantes da região se queixam pela falta de segurança e pelo vandalismo no local. ''Já teve noite que escutei tiros. Não temos sossego. Eles vem em grupos e ficam a noite inteira martelando as paredes, fazendo barulho. Já não tem mais o que eles podem roubar'', disse uma moradora do bairro que preferiu não se identificar.
Paredes esburacadas, vidros quebrados e corredores com vestígios de entulhos queimados. Um espaço onde antes era um banheiro, paredes e teto inteiros estão pretos com marcas de incêndio. Segundo um funcionário da Unidade Básica de Saúde (UBS) Maria Anideje que funciona ao lado e dentro no mesmo terreno do imóvel os vândalos colocam fogo para iluminar o espaço e assim, conseguirem enxergar o que estão roubando. ''Eles também colocam fogo nos fios para descascá-los e depois venderem. Todo dia tem gente aí, independente da hora'', comentou o funcionário que não quis se identificar.
Localizado na Avenida Parigot de Souza no Jardim Monte Castelo, o imóvel onde funcionava o Hospital Londrina foi fechado em novembro de 1997. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Cambé, o prédio pertence a uma empresa privada e só parte do prédio está sobre responsabilidade da prefeitura. ''A prefeitura só alugou o espaço onde hoje funcionam a UBS e o Centro Odontológico. Já somos vítimas há algum tempo. Temos solicitado apoio da polícia para vistoriar o local. Também providenciamos a instalação de alarme monitorado e contratamos dois vigias, principalmente porque a unidade funciona 24 horas'', explicou o secretário de Saúde, Nereu Henrique Mansano.
Por conta do furto da fiação elétrica, o Centro Odontológico já teve problemas, como a falta de energia, pois a instalação da rede de energia era interligada ao prédio. ''Há duas semanas providenciamos o isolamento de toda parte elétrica para que esse problema não ocorra mais'', salientou.
De acordo com a Polícia Militar de Cambé, rondas diárias têm sido feitas no local e já tem ocorrido casos de adolescentes serem apreendidos furtando fios. O secretário não soube informar detalhes a respeito do espaço abandonado por se tratar de uma propriedade privada. ''Estamos fazendo o que está dentro dos nossos limites, mas gostaríamos que o prédio fosse reativado de qualquer forma'', salientou.


