Anti-Tóxicos afasta 35 policiais
O delegado Adauto Abreu de Oliveira assumiu a Delegacia Anti-Tóxicos no dia 13 de dezembro de 1996 para ‘‘colocar ordem na casa e restabelecer a credibilidade do público naquele setor da polícia’’. Com isso, a primeira providência que tomou foi transferir 35 policiais, que notoriamente estavam envolvidos com corrupção, tráfico de drogas e extorsão. A segunda ação tomada pelo delegado foi instalar um gabinete do Ministério Público, com um promotor de Justiça, dentro da unidade policial. ‘‘Com isso passei a exigir uma conduta exemplar que, além de ser cobrada por mim, é fiscalizada pela promotoria’’, disse. Segundo Adauto, o esquema está funcionando tão bem que, até hoje, não
houve nenhuma denúncia de desrespeito aos direitos humanos.
Adauto informa que seu faro para selecionar a equipe funcionou, ‘‘tanto é que muitos dos que saíram daqui acabaram se envolvendo em crimes e hoje estão presos, como Airton Adonski Junior, envolvido na morte de Rafael Zanela’’. O delegado diz que o grande problema de se desrespeitar os direitos de uma pessoa na hora da prisão é que todo o trabalho de investigação pode ser facilmente derrubado por um advogado de defesa ao alegar coação ou tortura para efeito de confissão. ‘‘Existem técnicas para de interrogatório
e de abordagem, e não se justifica mais o uso de truculência’’, afirma.

mockup