Eliana Pistelli de Oliva descobriu que tinha mau funcionamento da tuba auditiva depois de cinco anos sofrendo em viagens de avião. Há 13 anos, ela rompeu o tímpano enquanto escalava a cordilheira dos Andes e, mesmo após uma dor lancinante e um sangramento no ouvido, não procurou um médico.
''Não tinha esclarecimento, então não me preocupei. Só que o tímpano não se reconstituiu completamente e hoje eu tenho uma perda moderada de audição no ouvido direito'', comenta Eliana, que trabalha como auxiliar administrativa no Iles.
Há dois anos, ela resolveu cuidar do problema, de tanto os familiares insistirem. ''Eles falavam comigo e como eu não ouvia, tinham de repetir tudo a toda hora'', recorda Eliana, que viu no aparelho auditivo uma saída para recuperar a audição.
''Me adaptei superbem, o aparelho ajuda bastante. Já não preciso prestar tanta atenção enquanto converso e não tem mais reclamação da família'', avalia. Agora, Eliana cuida do ouvido esquerdo, que ainda sofre com o mau funcionamento da tuba auditiva.
Segundo ela, o tratamento é medicamentoso, mas ela sofre sempre que precisa viajar de avião, principalmente vôos curtos, nos quais a pressão atmosférica é intermediária. ''É uma dor insuportável, parece que o ouvido vai explodir. Percebi que não posso mais viajar desde o último vôo, em setembro, quando eu quase enlouqueci dentro do avião'', descreve.
''Minha dica é estar sempre atenta a qualquer ruído, qualquer dor, qualquer sangramento e sempre procurar ajuda'', recomenda Eliana, que se arrepende de ter demorado tanto a perceber que estava deixando de ouvir. (M.G.)

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