O delegado Agenor Salgado Filho, de Pinhais, afirma que a superlotação na unidade é recente, motivada pela prisão de 50 pessoas nos últimos dois meses. ''Antes não era lotado assim'', afirma.
O delegado diz ainda que medidas estão sendo tomadas para diminuir a superlotação. Entre estas elas estão a tranferência de presos para os Centros de Triagem e obras que serão efetuadas nas celas depois que o número de detentos diminuir com as transferências. ''Temos que diminuir a população carcerária para efetuar as reformas. O plano é de que estas comecem em 40 dias, quando atingirmos o número de 40 presos. Já está agendada a transferência de oito a 10 presos para esta semana'', afirma Salgado.
Ele considera, porém, o fato de que novas prisões serão afetuadas nesse meio tempo. ''A única maneira de combater a criminalidade é efetuando prisões'', afirma. Salgado comenta ainda que, depois das prisões feitas nos últimos meses, se medidas como as tranferências não tivessem sido tomadas, a população carcerária seria de mais de 100 presos.
Um homem, preso há cinco meses acusado de assalto a mão armada, reclama das condições. Ele divide a cela, cuja capacidade é para oito presos, com outros 34. Ele conta que a maior queixa dos companheiros está no fato de que existem infiltrações nas paredes, fazendo com que os cobertores daqueles que dormem no chão fiquem molhados.
Outra reclamação constante é a falta de vasos sanitários e a lentidão do Judiciário. ''Já passei aqui há um ano. A situação piorou um pouco'', diz o detento. (T.A.)

mockup