Em algumas profissões, o auge da carreira pode ter uma duração muito curta. E para evitar grandes preocupações sobre o futuro profissional, homens e mulheres precisam se antecipar com um bom planejamento de autogestão.
Essa é a indicação do professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Márcio César Ferraciolli, mestre em Psicologia do Trabalho. De acordo com ele, as profissões de modelo, jogador de futebol ou qualquer outra que não tem formação acadêmica e é revelada e exposta pela mídia, podem ser consideradas de vida curta. ''Muitas vezes, esses profissionais não estão preparados para fazer um plano de negócios. Isso porque no Brasil nós não temos a cultura de preparação individual da própria carreira'', afirma.
Ele explica que somente agora é que as pessoas estão buscando se informar mais sobre planejamento pessoal e as faculdades estão acordando para a importância de ensinarem as pessoas a serem empreendedoras.
Ferraciolli ressalta também que há um bom tempo as universidades formavam pessoas para que elas fossem práticas, técnicas ou empregadas. ''Durante muito tempo, nós não tivemos uma formação voltada para a autogestão que permitisse com que nós planejássemos nossas carreiras'', completa.
Porém, o especialista também considera que houve uma grande transformação no mercado de trabalho a partir da década de 80. Hoje, segundo ele, o panorama tem implicado cada vez mais em pessoas polivalentes, ou seja, profissionais que exerçam múltiplas funções e sejam versáteis. ''A tecnologia fez com que as mudanças ocorressem de forma acelerada. A pessoa que não tem uma formação dentro do mundo frenético de transformações está em perigo porque ela ganha dinheiro, mas não sabe administrá-lo e, por isso, pode acabar perdendo tudo'', diz.
Para evitar essa situação, a orientação, principalmente para as pessoas que estão em uma profissão de curta duração, é que elas busquem um plano de negócios e façam uma análise de mercado. ''Elas devem se interar sobre as possibilidades e concorrências da área de trabalho e também devem aprender a trabalhar com o dinheiro, sob o ponto de vista contábil. Para isso, elas podem buscar assessorias e orientações ofertadas por algumas instituições'', indica.
O especialista ressalta também que vale aproveitar os contatos já estabelecidos durante a carreira e, com isso, procurar meios dentro da própria profissão. ''É aproveitar toda a rede de trabalho que a área implica, e também toda a experiência, para não ficar parado'', comenta.

mockup