Giovani Ferreira
De Curitiba
O projeto de antencipação do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) está causando uma insatisfação generalizada entre os empresários do transporte rodoviário de cargas do Paraná. O governo estadual pretende aprovar na Assembléia Legislativa a proposta de antecipar o pagamento do tributo para os primeiros meses do próximo ano, independente do final da placa do veículo, critério que hoje regulamenta o recolhimento da contribuição.
Motoristas autônomos e transportadoras alegam que a medida pode causar prejuízos ao setor, que não está preparado para fazer frente a despesas extras logo no início do ano. Para tornar pública a indignação da classe, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar) organiza hoje um manifesto em frente ao prédio da Assembléia Legislativa. Os empresários querem pressionar o governo e os deputados para que sejam revistos alguns pontos do projeto, principalmente no que diz respeito as datas do pagamento parcelado.
O coronel da reserva Sérgio Malucelli, diretor executivo da Fetranspar, reclamou que os setores interessados não foram ouvidos. Disse, que o governo deveria ouvir os segmentos envolvidos como transporte rodoviários, que são os principais prejudicados nessa história. De acordo com Malucelli, as tranportadoras deveriam ser ouvidas sobre o projeto.
Ele explicou que o Paraná está querendo seguir modelo aplicado no estado de São Paulo, onde a prática de antecipação do IPVA já foi aprovada. No entanto, argumenta Malucelli, em São Paulo o governo anunciou em um ano e foi colocar em prática dois anos depois. ‘‘Aqui no Paraná estão tentando aprovar o projeto em dezembro para começar a cobrar em janeiro. Isso é um absurdo’’,disse o coronel.
Para o Sindicato dos Motoristas Autônomos do Paraná (Sindicam), o governo está querendo que a categoria pague a conta mais uma vez. Diumar Deléo Cunha Bueno, presidente da entidade, disse que a população está sendo punida pela má administração dos recursos públicos pelo Estado. Lembrou, que foi assim quando o governo não podia mais recuperar as estradas e repassou o ônus aos motoristas, com a cobrança do pedágio.

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