A auxiliar administrativa Elizabet Menan Ricci, 28 anos, sabe muito bem o que é passar noites e noites em claro, tentando acalmar bebês. Ela tem dois filhos - Caio, com quatro anos, e Beatriz, com sete meses. ‘‘O Caio só dormiu depois de dois anos. Antes, ele chorava dia e noite’’, exagera. Beatriz parecia que ia ser mais boazinha. Nos primeiros 10 dias, se comportou bem, mas depois passou a chorar muito e foi assim até quase completar cinco meses. ‘‘Nos dois casos pensei que fosse ficar com depressão’’, confessa. Ela comenta que o ambiente em casa é tranquilo, mas se classifica como uma mãe ansiosa. ‘‘Quando estava grávida da Beatriz já sentia muita ansiedade, achava que não ia conseguir cuidar de dois filhos.’’ Uma situação que deixava Elizabet apavorada, até pouco tempo, era quando o bebê chorava e, ao mesmo tempo, o filho mais velho pedia alguma coisa. ‘‘Não sabia o que fazer e acabava não atendendo nem um, nem outro.’
A também auxiliar administrativa Camile Almeida, 21 anos, não teve esses problemas. Seu bebê, Henrique, tem sete meses e até hoje ela não sabe o que é passar uma noite em claro. ‘‘Ele é muito bonzinho.’’ Segundo Camile, que mora com a mãe e um irmão, em casa o bebê não sai do colo, principalmente, da avó. ‘‘Mesmo assim, ele é tranquilo. Até hoje, a única coisa que ele teve foi otite.’’(B.B.)

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