Marcos NegriniConfiscoProduto ilegal foi recolhido e ficará com uma distribuidora como fiel depositáriaFiscais da Agência Nacional de Petróleo (ANP), extinto Departamento Nacional de Combustível (DNC), apreenderam ontem em Maringá 62 mil litros de gasolina e 2,4 mil litros de álcool que estavam armazenados em uma empresa clandestina. Os produtos não tinham nota fiscal e estavam guardados em cinco tanques subterrâneos com capacidade para 15 mil litros cada. O valor estimado da mercadoria apreendida é de R$ 54 mil.
Os fiscais da ANP já estavam investigando a empresa desde outubro, quando passaram a receber denúncias. Anteontem, eles foram avisados que chegaria um caminhão para descarregar gasolina na empresa. Os fiscais chegaram no local ontem de manhã e encontraram o combustível já armazenado. A empresa, conforme o fiscal Dario Augusto Lins, não tem inscrição na Receita Estadual e não está autorizada pela ANP a comercializar combustível.
Um carnê do Imposto Predial e Territorial e Urbano (IPTU) foi encontrado no local, constando o nome da empresa Agro Diesel Petróleo Ltda., que não está mais credenciada na Receita Estadual. Os fiscais também encontraram 2.990 notas fiscais não preenchidas em nome da Agro Diesel.
Segundo Lins, o dono da mercadoria apreendida é Romeu Gomes Leão. Cartões com o nome dele e da empresa Solodiesel Comércio de Combustível Ltda. também foram encontrados. Romeu estava no local da apreensão quando os fiscais chegaram, mas foi embora em seguida. Ele e um rapaz que se apresentou como contador da empresa afirmaram aos fiscais que já estavam providenciando a documentação para fazer a inscrição da empresa na Receita Estadual.
Os dois deixaram o local garantindo que retornariam com a documentação. No depósito permaneceu apenas Almir Rogério Valentin, que acompanhou o trabalho dos fiscais. Ele disse que estava ali para acertar a sua contratação, mas não soube dar informações sobre a empresa aos fiscais.
Fiscais do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) também acompanharam a apreensão. Conforme exames feitos a partir de amostras do combustível, o álcool recolhido é normal e a gasolina continha 20% de mistura de álcool anidro, o que é tolerável. Romeu Gomes Leão foi autuado e vai responder processo administrativo instaurado pela ANP.

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