Curitiba A anencefalia acontece quando o feto não tem uma parte do cérebro, explica o médico pediatra e doutor em Genética, Salmo Raskin, de Curitiba. Assim, as chances de vida fora do útero não existem. Raskin explica que os bebês que sofrem do problema, nas poucas horas de vida, têm dificuldades para sugar e se movimentar e são alimentados por soro ou sonda. É como se estivessem em coma. A morte acontece por parada cardíaca ou respiratória, diz o médico.
Uma em cada mil crianças nascidas vivas apresentam a anencefalia. A medicina ainda não descobriu as causas. Sabe-se que a falta de ácido fólico (vitamina do complexo B) seria um dos motivos. Daí a importância, lembra Raskin, da mulher tomar ácido fólico um mês antes de engravidar, medida que reduz em 50% o risco do problema. Uma boa notícia é que desde junho, por uma decisão do Ministério da Saúde, o setor produtivo é obrigado a adicionar ácido fólico e ferro nas farinhas de trigo e milho. Medida semelhante tomada em outros países, entre eles o Chile, já foi responsável pela diminuição da incidência da doença.
Apesar de não ser um problema hereditário, percebe-se, segundo o médico, que as mulheres que geraram um feto anencéfalo têm 3% de chance de repetir o problema em uma outra gestação. ''Por isso a importância do aconselhamento genético'', comenta. Ele lembra que a Genética é uma especialidade reconhecida há 17 anos pelo Conselho Federal de Medicina e que os convênios de saúde são obrigados a oferecer.(A.D.C)

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