Quatro salas de aulas estão sendo construídas na Escola Ignês Corso Andreazza, no conjunto Vivi Xavier
Quatro salas de aulas estão sendo construídas na Escola Ignês Corso Andreazza, no conjunto Vivi Xavier | Foto: Saulo Ohara



Após pouco mais de um mês de férias, os cerca de 34 mil alunos matriculados na rede municipal de educação de Londrina voltam às aulas na segunda-feira (5). Enquanto o ano letivo não começa, são realizados desde pequenos reparos até grandes reformas em CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) e escolas. Segundo a Secretaria da Educação, das 120 instituições de ensino, 10 receberam melhorias. Em outras 15 instituições os trabalhos continuarão até o final de fevereiro. "São reformas em cozinhas, banheiros, adequações de espaços de atendimento, pinturas e corte de mato. São situações que estavam mais críticas e que necessitavam de um atendimento especial", explicou a chefe da pasta, Maria Tereza Paschoal de Moraes.

Umas das escolas que está passando ampliação é a Ignês Corso Andreazza, no conjunto Vivi Xavier, na zona norte. Quatro salas de aula estão sendo construídas para comportar os alunos. Ao mesmo tempo que operários trabalham, funcionários fazem a limpeza de alguns espaços e dos brinquedos utilizados pelas crianças.

RECLAMAÇÃO
No CMEI Clélia Regina de Almeida Zotelli, na Vila Portuguesa (região central), alguns pais estão insatisfeitos com o ritmo das obras de reparos no prédio. Segundo eles, o local ficou sem proteção e com entulhos durante todo o período de férias. "Como está sem alambrado, tem pessoas que se aproveitam para furtar ou danificar. Demoraram muito para poder fazer alguma coisa. Não sei se dará tempo de tudo estar pronto até as aulas começarem", preocupa-se a mãe de uma aluna, que preferiu não se identificar.

O funcionário de uma empresa terceirizada que estava na escola quando a reportagem esteve no local justificou que as chuvas atrapalharam o andamento dos trabalhos. Nesta semana foram retirados dois caminhões de entulhos que estavam espalhados no terreno do CMEI. Nos próximos dias serão colocados alambrados de arame, corrimão na entrada para cadeirantes e carrinhos de bebê, correção de parte elétrica e plantio de grama.

Moraes informou que o dinheiro para as reformas estava previsto no orçamento da Secretaria de Educação e é proveniente de recursos próprios do município. "O mais importante é que não precisaremos adiar a aula em nenhum lugar em razão destas atividades. Com a melhora, ainda será possível que mais crianças possam frequentar estas escolas", destacou. As aulas nos centros filantrópicos também iniciam na segunda.

Ritmo das obras no CMEI da Vila Portuguesa gera reclamação de alguns pais
Ritmo das obras no CMEI da Vila Portuguesa gera reclamação de alguns pais | Foto: Ricardo Chicarelli



PROFESSORES
A partir deste ano letivo, 505 novos professores passarão a integrar a rede municipal. Eles foram convocados em duas chamadas - 170 são para suprir a necessidade na educação infantil, 312 para o ensino fundamental e outros 23 para atividades de educação física. Atualmente, a Educação tem cerca de quatro mil professores nestas séries.

A maioria destes docentes estará apta a assumir suas turmas somente no decorrer deste mês. Neste primeiro momento, professores já integrados na rede irão substituir por meio de hora extraordinária. "Por conta da parte burocrática eles não estarão disponíveis para assumir a vaga no local que escolheram logo neste início. Isso acontece porque depende de exames médicos, laudos e certidões. Em alguns casos o profissional precisa refazer alguns laudo", elencou a secretária.

O gasto com os professores convocados será pouco menos que os R$ 22 milhões pagos, até então, em horas extras. A expectativa é um melhor planejamento com esta ampliação de servidores na educação. No começo desta semana os diretores receberam curso de formação, pois foram eleitos no final de 2017.

VAGAS
Diferente de anos anteriores, a procura por vagas na rede municipal para 2018 foi considerada tranquila. O motivo apontado é a Central de Vagas, que faz o levantamento necessário de cada caso e posterior matrícula. Ainda estão abertas 1.300 vagas para a educação infantil, de zero a três anos e turmas de P4 e P5. Também há vagas para o Ensino Fundamental. Hoje são 9.183 estudantes matriculados nos centros municipais de educação e filantrópicos, e os alunos de quatro e cinco anos. No fundamental estão inscritos, até agora, 25.504 meninos e meninas.

"Crianças de quatro anos e que completam esta idade até 31 de março deste ano precisam, obrigatoriamente, frequentar a pré-escola. É o que determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional", alertou a secretária. "Talvez não tenha a vaga na escola que a família quer, mas a partir do georreferenciamento será encaminhado para a instituição mais próxima da casa", ponderou. Pais ou responsáveis de alunos de zero a cinco anos devem procurar a escola para efetivar a matrícula.

SERVIÇO
Para inscrever as crianças é necessário se dirigir à Central de Vagas, localizada na rua Benjamin Constant, 800, no centro. O horário de funcionamento é das 8h às 18h.

Sem solução para fim do tempo integral


Alvo de polêmica entre os pais, o fim do tempo integral no ano letivo de 2018 para as crianças de quatro anos, o chamado P4, segue sem uma solução por parte do município. O Ministério Público foi procurado pelas famílias ainda em 2017 e posteriormente notificou a prefeitura para que apresentasse uma alternativa para minimizar a medida. Desde então, discussões vêm acontecendo, mas sem um desfecho a tempo do retorno das aulas.

A proposta é que seja criada uma espécie de contraturno escolar, para que os alunos tenham no período sem estudo um atendimento com diversas atividades. "Estamos elaborando, pois é um atendimento novo. É demorado porque não envolve somente a Secretaria de Educação, mas também a de Cultura, Esporte, Saúde e Assistência Social", detalhou a secretária de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes.

Membros das pastas envolvidas, Ministério Público, Defensoria Pública e Conselho Tutelar se reuniriam para discutir sobre o assunto. A intenção é que as crianças em vulnerabilidade social sejam atendidas por este programa. Entretanto, ainda não existe um levantamento para detalhar a quantidade exata. Uma saída para o impasse deverá ser conhecida neste primeiro trimestre.

UNIFORMES
Uma novidade em 2018 é a volta da distribuição de uniformes para os matriculados na educação infantil. De acordo com a secretária o processo está sendo finalizado para que o contrato seja assinado com as empresas. "A partir disso elas terão um prazo para distribuir estes uniformes. Isso deve acontecer até o final de fevereiro", projetou.

Na primeira quinzena de janeiro foi realizada a análise de amostras fornecidas pelas empresas vencedoras do pregão. Técnicos do Senai e Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) participaram desta verificação. A mostra de apenas uma firma foi reprovada por ambas as instituições. O segundo colocado já foi chamado e aprovado.

mockup