Ano letivo começa sob ameaça de greve
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 1999
Dimitri do Valle 
A rede estadual de ensino inicia hoje o ano letivo de 1999 sob ameaças de paralisações por parte da APP-Sindicato, que representa os professores. A entidade teve em janeiro o repasse automático de suas contribuições sindicais suspensas pelo governo. Em todo Paraná, cerca de 1,5 milhão de estudantes voltam às aulas nesta segunda-feira.
A queda de braço entre governo e sindicato promete continuar este ano. A polêmica se arrasta desde novembro quando o governo cortou o envio das consignações que eram abatidas em folha. O desconto voltou provisoriamente depois de uma greve de fome feita na Assembléia Legislativa por seis professores e um funcionário de escola. A APP deixa de arrecadar cerca de R$ 300 mil por mês com o corte.
Além disso, os professores voltam a lecionar hoje sem saber quando receberão o terço de férias, benefício pago no final de janeiro e que equivale a 30% dos salários. O governo informa que diante da grande quantidade de professores em férias, não pode efetuar o repasse do dinheiro.
Apesar dos problemas que envolvem a categoria, a secretária estadual de Educação, Alcyone Saliba, garante que não há qualquer dificuldade para garantir vaga na rede pública do Estado. De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, será possível garantir vagas nas escolas estaduais, por telefone, até o próximo dia 26.
Em Curitiba, cerca de 80 mil alunos retornam aos bancos escolares a partir de hoje. Entre hoje e amanhã, 107 das 134 escolas começam as aulas com os alunos. Como aproximadamente 100 mil veículos voltam as ruas da cidade, com o reinício das aulas, a Diretran vai estar atuando para evitar congestionamentos. Até o próximo dia 18, segundo a prefeitura, todos os 620 estabelecimentos de ensino públicos e particulares da capital terão agentes de trânsito para evitar bloqueios desnecessários.


