Ano fecha com 210 km novos
DivulgaçãoAs novas estradas rurais paranaenses são asfaltadas e melhoram as condições de vida no campoO programa Caminhos da Educação e da Produção fecha o ano de 1999 com mais 210 quilômetros de pavimentação asfáltica de estradas rurais, beneficiando 12 municípios. Nos últimos cinco anos, o programa já é responsável pela pavimentação asfáltica de 742 quilômetros de estradas rurais. Incluídos os 1.048 quilômetros de estradas rurais pavimentadas com pedras irregulares, o investimento total é de R$ 78,4 milhões. As rodovias têm padrão técnico de baixo custo e melhoram a qualidade de vida no campo.
Embora os objetivos principais sejam garantir o escoamento da produção agrícola e o transporte escolar, essas estradas não só ligam as pequenas comunidades afastadas das sedes municipais, como garantem à população, durante o ano todo, acesso a hospitais, ao comércio em geral e a toda uma série de serviços, rompendo um isolamento que era total, principalmente em dias de chuva.
Outros 1.836 quilômetros de estradas rurais estão previstos pelo governo, com aplicação de recursos de R$ 112 milhões, beneficiando todas as regiões do Paraná. Com pista única de três metros e duas faixas de acostamento de 1,20 m cada, sem comprometimento das condições de segurança, considerando o pequeno volume de tráfego, as estradas rurais permitem maximizar os investimentos com a redução dos valores da execução.
O custo dessa proposta alternativa varia de R$ 29,3 mil a R$ 75,5 mil por quilômetro, conforme o tipo de solução adotada: o pavimento asfáltico ou o calçamento poliédrico (pedras irregulares), este mais utilizado nas regiões com maior disponibilidade de pedreiras, como nos municípios do Sudoeste.
No caso da pavimentação poliédrica, por exemplo, onde é possível, uma das vantagens é o aumento da incidência de mão-de-obra nos custos de execução, que sobe de 3% para 70%, permitindo a criação de até 70 empregos diretos em cada frente de trabalho e absorvendo mão-de-obra nos períodos de entressafra. Outra das vantagens desse tipo de pavimento é a grande durabilidade com baixo custo de manutenção.
O programa é executado pela secretaria dos Transportes, por intermédio da Diretoria de Apoio Rodoviário aos Municípios do DER. Os recursos são provenientes, em sua totalidade, do Tesouro do Estado. Essa iniciativa surgiu da necessidade de colaborar com os municípios no atendimento de suas necessidades de melhorias de suas estradas. Do total de 118 mil quilômetros da malha rodoviária do Estado, 102.697 quilômetros são estradas municipais, dos quais apenas 5.337 pavimentados.
As estradas rurais entregues este ano beneficiaram 12 municípios das regiões Noroeste, Norte, Centro, Centro-Oeste e Sudoeste do Estado. São as seguintes: no Noroeste, Maristela-Quatro Marcos, Santa Cruz do Monte Castelo-Santa Esmeralda, e Nova Londrina-Placas Itaúna; no Norte, a ligação Faxinal-Nova Altamira; no Centro, a ligação Nova Tebas-São José do Paraíso-Poema, PR-466-Barra de Santa Salete (em Manoel Ribas), e PR-364 (Laranjal-Rio Branco-Palmital); no Centro-Oeste, Cantagalo-Porto Janjão e Goioxim-Rondinha-Três Capões; e no Sudoeste, BR-373-São Pedro-Vila Nova (em Candói), Lindoeste-Rio da Paz, PR-475 (Verê a Águas do Verê), e entroncamento da PR-469-Barra de Santana-Linha Belle.
Além das estradas rurais entregues este ano, o governo do Estado inaugurou, apenas em 1999, 131 quilômetros de rodovias de maior capacidade de tráfego, que não só facilitam o escoamento da produção agrícola, como consolidam o desenvolvimento industrial e abrem novas frentes de integração nas regiões Sudoeste e Norte do Estado. Essas estradas são as ligações Capanema-Marmelândia, Quedas do Iguaçu-Três Barras do Paraná, e Coronel Vivida-Honório Serpa, que são trechos do chamado Corredor do Sudoeste, e Telêmaco Borba-Tibagi, nos Campos Gerais.

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