Ano de polêmicas e de atrasos
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quarta-feira, 02 de janeiro de 2019
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 
O ano de 2018 chegou ao fim para a secretaria municipal de Educação com avanços, mas também com algumas polêmicas. No primeiro semestre a reclamação dos pais em razão do fim do ensino em tempo integral para o P4 gerou desgaste e até mesmo intervenção do MP-PR (Ministério Público do Paraná), que entrou com processo contra o município. A secretária da pasta, Maria Tereza Paschoal de Moraes, sustenta que a decisão foi necessária, por mais de desagradasse a maioria das famílias com filhos de quatro anos matriculados na rede pública.
"Em 2016 foi decidido que todos as novas matrículas de zero a quatro anos seriam de período parcial. Então tínhamos na mesma sala alunos que ficavam o dia todo e outros metade e isto comprometeu totalmente o currículo, com bagunça de horários. Para 2018 organizamos: de zero a três anos integral e a partir dos quatro parcial. Tentamos resolver da melhor forma. Os pais acabaram se manifestando e é justo", pondera.
Outro fator controverso foi a demora para a entrega dos uniformes escolares, que voltaram a ser distribuídos pelo município. Em razão da morosidade para lançar a licitação e atraso das empresas, muitas crianças receberam no inverno as peças de verão. Foram adquiridas 254 mil vestimentas, com gasto de R$ 4,7 milhões. Em 2019 haverá a reposição destas peças e o comprometimento de que não acontecerão atrasos novamente.
ARROMBAMENTOS

Um dos problemas enfrentados pela pasta ao longo do ano foram os constantes furtos, arrombamentos e vandalismo nas unidades escolares. Foram mais de 40 nos 12 meses. "Queremos nos inspirar no projeto escola acolhedora da Escola Municipal Zumbi dos Palmares (zona sul). Era uma instituição sucateada, com violação do prédio. Os pais foram para dentro da escola no fim de semana e isso mudou. É necessário aproximar famílias da instituição e devemos replicar a ideia", exemplifica.
Na área pedagógica, os mais de quatro mil docentes contaram com formação pedagógica continuada ao longo deste ano. "Tivemos formação online em parceria com escola de governo da prefeitura. No resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) ficamos com 6,8. Índice maior que o nacional e a meta estabelecida para a cidade. Foram várias melhorias na área pedagógica, que é o que impacta na sala de aula."
CONTRAPARTIDAS
Um levantamento da secretaria mostrou que pelo menos 32 organizações estavam em dívida em razão de contrapartida de impacto de vizinhança em Londrina, o que totaliza cerca de R$ 20 milhões. Estes débitos foram cobrados e começaram a ser revertidos em construções de salas de aulas e até mesmo escola, como o caso do caucionamento que culminou com a construção da escola municipal no distrito da Warta, zona norte, que irá atender 552 alunos, do P4 ao 5º ano, em período parcial. A área da instituição será de 1.863 metros quadrados. O valor estimado da obra é de aproximadamente R$ 3,7 milhões e a entrega está prevista para 2020.
Uma das mais antigas instituições de ensino da cidade, a Escola Municipal Carlos Kraemer será reformada e ampliada por meio de duas contrapartidas de loteadoras. Hoje a escola atende 595 alunos do P5 ao 5º ano e EJA (Educação de Jovens e Adultos). Com a ampliação serão cerca de 461 novas matrículas. A parte de madeira será trocada por alvenaria. "São dívidas que estavam há anos sendo cobradas sem efetividade", pontua. "No caso das outras escolas de madeira, estão sendo feitos projetos para reconstruí-las", acrescentou Maria Tereza Moraes. (P.M.)


