ANIVERSÁRIO - Uma sessentona de muito respeito e credibilidade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Thiago Nassif<br>Reportagem Local 
Ela surgiu antes da Bossa Nova, dez anos antes da primeira conquista em mundiais da seleção brasileira de futebol, está em todas as rodinhas e é do Paraná. Hoje, a Folha de Londrina chega aos 60 anos. E bate um bolão com todas as gerações.
Aos 16 anos, Maria Clara Machado Melo está inserida desde os 10 no universo da FOLHA. De leitora da Folha da Sexta aos cadernos de variedades, Maria Clara adicionou, com o passar dos anos, mais editorias ao seu cotidiano. Minha família assina e lê o jornal há 37 anos e estou acostumada a acompanhar as matérias. Gosto de economia e política também e procuro estar antenada com as demais seções, afirma.
Cursando o segundo ano do ensino médio, a estudante já tem definidas suas aspirações acadêmicas: cursar Administração de Empresas e uma pós-graduação em Comércio Exterior. O que é impresso nos jornais é mais que um bom registro, trata-se de uma fonte inesgotável de pesquisa dos acontecimentos, ressalta Maria Clara, que já perdeu a conta de quantas vezes recorreu às edições da FOLHA para suas pesquisas e estudos.
Fã de notícias que envolvem a ciência, Maria Clara elenca os conteúdos que mais a deixam feliz e aqueles que causam repulsa. Nada me deixa mais contente do que acompanhar o avanço e a descoberta da ciência para a cura dos males que afligem a humanidade. Agora, para me deixar de cabelos em pé, não há nada pior do que ver a miséria que assola muitos países e a falta de honestidade e capacidade dos atuais governantes estampadas na FOLHA.
Para evitar os prejuízos gerados pela corrupção envolvendo o dinheiro público no Brasil, Maria Clara sugere uma postura mais participativa de sua geração. Munida de informação, é claro. Os jovens de minha geração estão mais antenados, eles lêem mais e têm consciência de muitas coisas que acontecem. No entanto, se olharmos para a década de 1960, tínhamos jovens extremamente ligados aos acontecimentos do País que realizavam não só projetos ideológicos como também culturais, eles acreditavam naquilo que faziam. Podemos ir além, aposta.
Ritual
A relação do empresário Armando Boscardin, de Apucarana, e de sua família com a FOLHA não vem dos dias atuais. Desde garoto, Armando, que é presidente da Diretoria Executiva da Associação Brasileira de Concessionárias Chevrolet (Abrac), se recorda de seu pai folheando as páginas do jornal e incentivando a família à leitura. Após ler a FOLHA, meu pai deixava o jornal em ponto estratégico para os clientes. A FOLHA sempre foi um ótimo chamariz revela Armando, que, por tabela, passou a acompanhar as edições diárias do jornal.
Quatro décadas depois, Armando conta com fiéis escudeiras para a leitura da FOLHA: a esposa, Mariana, e a filha, Amanda. Diariamente, antes de iniciarmos nosso expediente na empresa, nos reunimos na sala do Armando para um cafezinho enquanto ele toma seu chimarrão e fazemos nossa leitura do jornal, afirma Mariana.
Entre as muitas seções e cadernos, a família lista suas predileções. Como empresário do segmento, não deixo de ler primeiramente as informações sobre veículos e, na seqüência, fico de olho no noticiário político, afirma Armando.
Graduada em Direito e Administração de Empresas pela PUC e pela UEL, respectivamente, Amanda fixa-se nos números, não deixa de dar atenção especial ao noticiário econômico e acompanha o noticiário social. Mariana, por sua vez, tem suas preferências em relação à FOLHA documentadas. Recorto e guardo vários textos do Espaço Aberto, principalmente os escritos por dom Orlando Brandes (arcebispo de Londrina), os quais utilizo em meus encontros de catequese. Também coleciono as reportagens sobre turismo, publicadas às quartas-feiras. As dicas são ótimas!.
A sintonia com o conteúdo que encorpa as edições diárias da FOLHA não se resume ao trio. Mariana recorda que os filhos Miriana, que é formada em Engenharia de Alimentos e reside em Camboriú (SC), e Armandinho, que cursa Engenharia Automobilística no interior paulista, se prepararam para o vestibular lendo as páginas do jornal.
No aniversário da FOLHA, Mariana e Armando fazem menção ao 13 de novembro olhando para trás. Estamos há 63 anos no mercado e acreditamos, como empresários, ter experiência para dizer: nessas seis décadas de existência da FOLHA, o segredo para o sucesso contínuo e promissor certamente é acreditar no que se faz, perseverar, manter o equilíbrio e bom senso sempre!.


