ANIVERSÁRIO - Do outro lado da notícia
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de novembro de 2006
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Da pauta à edição, quase cinco horas. Da paginação à impressão, cerca de 30 minutos. Dentro do parque gráfico, no máximo 120 minutos, e até chegar às mãos de milhares de leitores, poucas horas. Em todo este processo de produção, mais de 400 funcionários em Londrina, Curitiba, Cascavel e São Paulo, diretamente envolvidos. É assim que se constrói, diariamente, um número da FOLHA como este, que todos os dias, às oito horas, sobe pelo elevador do edifício onde mora o dentista, Newton Fahl.
''Quem acordar primeiro pede para colocarem no elevador. Então a gente olha a capa, seleciona os principais assuntos que quer ler, e vamos aos cadernos'', resume. Fahl é assinante vitalício do jornal. Vindo de São Paulo, está em Londrina desde 1947. É co-fundador do Hospital Evangélico e integrou o grupo que iniciou a faculdade de odontologia, que mais tarde se integraria à Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Jogador de futebol até os 64 anos - hoje tem 79 -, gosta bastante do caderno de Esportes. ''Leio sempre o de Política, Economia e dou uma passada nas colunas sociais'', conta. A esposa, Jacy Gomes Fahl, gosta mesmo dos temas de saúde. Ambos destacam as colunas de prestação de serviços como o principal assunto de interesse.
Pai de três filhos, ele conta que acompanhou o crescimento de Londrina, tendo o jornal como principal fonte de informação. ''Além de noticiar os principais acontecimentos da cidade, a FOLHA tem o importante papel de cobrar atos administrativos públicos'', destaca.
Prova desta confiança são os vários recortes de matérias que ele guarda em uma pasta. ''Fica mais organizado para eu acessar um assunto do meu interesse'', justifica. A esposa completa: ''Eu também me oriento bastante através da FOLHA. Sempre ajuda com informações e sugestões de como proceder em algumas situações''.
Depois da leitura diária, o jornal é colocado em uma cesta ao lado da televisão. De lá segue para a despensa, onde o casal armazena algumas edições que mais tarde serão doadas a um amigo. Como destino final, o papel-jornal irá embrulhar pacotes.
Assim como a família Fahl, milhares de pessoas têm relação íntima com a FOLHA. A participação dos leitores é intensa. Todos os dias, mais de 1.500 e-mails chegam à Redação. Por mês, são mais de 300 correspondências e em média 50 artigos opinativos por semana. ''A FOLHA sempre prestou grandes serviços ao País e é uma companheira nossa'', afirma outro assinante vitalício, Arlindo Fuganti.
Junto com o aniversário da FOLHA, fundada em 13 de novembro de 1948, ele também comemora 58 anos como leitor. ''Para mim, hoje ela é o primeiro jornal do Paraná, por isso desejo que a vida desta publicação se estenda por muitos anos''.


