Anistia leva motoristas à Diretran
James Alberti
De Curitiba
Dezenas de motoristas da Região Metropolitana de Curitiba procuraram ontem a Diretoria de Trânsito (Diretran) para buscar informações sobre a anistia de multas de radares, anunciada na segunda-feira pelo prefeito Cassio Taniguchi. Durante a semana passada, a Folha denunciou que a Diretran usava dois pesos e duas medidas na cobrança das multas. Carros com placas de Curitiba só eram multados na terceira infração. Os de outras cidades do Estado eram punidos já na primeira.
Juristas ouvidos por este jornal, como o advogado René Dotti, consideraram inconstitucional a diferenciação na cobrança e Taniguchi voltou atrás. O prefeito disse que pretende firmar convênios com prefeituras do interior para que não haja contestação de legitimidade dos atos futuros.
De acordo com levantamento da Diretran, mais de 7 mil motoristas foram multados entre os dias 22 de agosto e 8 de setembro. Ontem os motoristas que haviam sido multados procuravam confirmar se eram beneficiados pela anistia. A costureira Maria Clara Kupski, 49 anos, é um exemplo.
Moradora de Castro, nos Campos Gerais, ela havia sido multada no dia 20 de agosto, na Rua Martim Afonso, quando chegava em Curitiba. Com a multa na mão, ela procurou a Diretran para saber se seria contemplada com o benefício, já que os radares passaram a funcionar naquele dia. A multa, de 120 Ufirs, e os cinco pontos da carteira devem ser anulados.
Segundo a assessoria de imprensa da Urbs, empresa que administra o transporte na capital, cerca de 100 pessoas procuram a Diretran todos os dias para recorrer das infrações. Ontem a assessoria não tinha estimativa de quantos motoristas tinham buscado informações sobre a anistia. As multas dos radares devem constar em um relatório detalhado que só fica pronto no final do mês.





