De acordo com a médica veterinária Daniela dos Santos Corrêa, que atua em Arapongas (Norte), a rotina da clínica é marcada por atendimentos de urgência por consequência da automedicação.
''O fato das pessoas terem o hábito de se automedicar antes de buscar um médico, acaba levando-as a agir da mesma forma com os animais de estimação, seja para evitar uma consulta veterinária ou por falta de conhecimento. Em muitos casos também, elas acham que o medicamento dado aos filhos pequenos não irão fazer mal aos bichinhos'', afirma.
Segundo ela, os medicamentos mais comuns são aqueles que levam como princípio ativo o paracetamol, dipirona, ácido acetilsalicílico (AAS) e os anti-inflamatórios em geral, que ''são os mais perigosos''.
''Um ponto a ser observado é que o uso de antibiótico na dose errada não trará necessariamente, uma consequência grave, mas pode mascarar o quadro, dificultando o diagnóstico. Além disso, o animal pode criar resistência à bactéria e comprometer a eficácia do remédio'', avalia a veterinária.
Na experiência do dia a dia da clínica, a veterinária também revela que muitos dos proprietários medicam os animais por vários motivos com base no comportamento, como prostração, falta de apetite, vômito ou diarreia.
''Existem casos também em que os donos vão às lojas de pet shop, onde o balconista acaba receitando algum medicamento. Isso não é correto, pois eles podem até ter experiência, mas não sabem a dose, período de tratamento e consequências para o animal. O ideal é procurar um veterinário'', afirma. (M.O.)

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