A importância de um animal de estimação para o desenvolvimento psicológico das crianças está diretamente ligada à compreensão das consequências que um desejo implica na sua vida. Segundo a psicóloga Rosa Maria Marine, ao ter atendido o desejo de possuir um bichinho de estimação, a criança também deve receber a tarefa de zelar pelo animal. ‘‘Assim ela vai aprender que querer coisas implica em responsabilidade’’.
A não execução de tarefas simples como levar o cachorro para passear ou manter limpa a gaiola do passarinho poderia implicar em punições como o cancelamento de um passeio ou festinha de aniversário.
Segunda Rosa Maria, a convivência com um animal também traz para as crianças o desenvolvimento da afetividade e de limites. Por não ser inanimado, o animal reage ao ser agredido ou ao receber um afago. ‘‘A criança pode projetar no bicho sentimentos negativos e positivos e recebe respostas imediatas do animal dentro de uma relação até mesmo perversa em alguns momentos, que ela não poderia estabelecer com humanos.’’
Para a psicóloga, é preciso ter um cuidado especial com as manifestações agressivas das crianças em relação aos animais, pois apesar de serem importantes ao funcionar como uma válvula de escape, não devem ser admitidos exageros. ‘‘É fundamental a aplicação de limites, para que ela reconheça que nenhum desejo vai proporcionar a satisfação plena e também para que ela não machuque o bichinho.’’ (G.V.)

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