Animais também são atração para crianças
Paulo WolfgangPaulo WolfgangOs Ferraz passeiam pela feira, mesmo sem conseguir isenção do ingresso para filho de 8 anos: confusão








Lino Ramos
De Londrina


A Sociedade Rural do Paraná esclareceu ontem a confusão em torno da cobrança de R$ 5 para o ingresso de crianças menores de 10 anos na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, realizada no Parque Governador Ney Braga. Desde quinta-feira, quando o evento foi aberto ao público, funcionários das bilheterias estavam exigindo ingressos para crianças acima de sete anos. Mas ontem a direção administrativa da Sociedade Rural do Paraná informou, por intermédio da assessoria de imprensa,, que somente crianças acima de 10 anos pagarão a entrada de R$ 5, mesmo valor cobrado dos adultos.
Mas famílias que foram ao Parque Ney Braga ontem à tarde pagaram R$ 5 de entrada para crianças menores de 10 anos. O analista de Processos, Elton Ferraz, passou nas bilheterias com os filhos, Elton Júnior, de 11 anos e Elielton, de 9, mas conseguiu a isenção do ingresso para Rafael, de 8 anos. ‘‘Acho que é caro. Em Cafelândia e Lins, no Estado de São Paulo, não cobram ingresso’’, disse Sandra Ferraz, esposa do analista. Elton Ferraz considera R$ 5 um ingresso caro e sugere um preço de R$ 3. ‘‘Crianças até 12 anos não deveriam pagar. São eles que fazem a gente gastar no parque’’, justificou.
O vendedor Valmir Donizeti Storti também pagou a entrada para seu filho Anderson de 10 anos e Éverton, de 14. Jefferson, o caçula de sete anos, entrou sem pagar. ‘‘Consegui enrolar a bilheteria porque ele tem sete’’, brincou. A esposa do vendedor, Maria de Fátima Storti, acha que o ingresso acaba afastando muitas famílias do parque. ‘‘É muito pesado, muitos pais não conseguem pagar’’, afirmou. A assessoria de imprensa da Exposição justificou que nos anos anteriores a gratuidade foi concedida para crianças até 10 anos. Cerca de 15 mil crianças das redes pública e municipal de ensino, além de entidades assistenciais, também deverão visitar gratuitamente a Feira.
Ontem, no segundo dia da Exposição, foram realizados quatro leilões de animais das raças Guzerá Elite, Nelore, Belgian Blue e Simental, além do julgamento do gado Limousin e Charolês. Somente a comercialização de 23 animais da raça Guzerá resultiu em R$ 58.940,00. Na quinta-feira, primeiro dia do evento, foram vendidos 879 animais, atingindo um volume de comercialização de R$ 482.667. O animal apontado como o mais caro da exposição é uma vaca da raça Limousin, avaliada em R$ 210 mil, pertencente a quatro empresas do setor agropecuário.
Uma das proprietárias do animal é a Agropecuária Maragogipe, de Camaquã, no Rio Grande do Sul. Segundo o administrador da empresa, Manoel Munhoz, o preço do animal se deve ao seu alto valor genético. ‘‘Estamos coletando embriões e estudando a clonagem do animal’’, informou. O preço médio de um Limousin em leilão gira em torno de R$ 13 mil.
Uma nova tecnologia para a reprodução de animais também foi usada pelo criador de gado Charolês, Fernando José Mendes, de Faxinal (76 km ao sul de Apucarana). A partir da tecnologia usada com bebês de proveta, o criador conseguiu três bezerros de um Charolês que não tinha condições de reproduzir. Mendes afirma que a tecnologia é cara mas pode salvar a reprodução de um animal com alta qualidade genética, por transferência ou inseminação artifical. O veterinário do Núcleo dos Criadores de Charolês do Norte do Paraná, Antonio Laércio Sversuti, explicou que o óvulo é retirado da matriz, fecundado na tecnologia ‘‘in vitro’’ e depois incubado por uma semana. Na sequência o material é implantado em uma reprodutora sadia.

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