A morte na noite de domingo do motociclista Sebastião Carlos Ferreira, 38 anos, após bater em um cavalo na PR–445, na divisa de Londrina com Cambé, reacendeu a preocupação com os animais soltos na zona urbana e nas margens de rodovias. Com o choque, cavalo, moto, motociclista e passageira cairam no sentindo oposto da pista. Ferreira foi atropelado e morreu na hora. A passageira Maria Rosa Anacleto, 31 anos, teve traumatismo craniano e está internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico, em Londrina. O estado dela é grave, segundo o hospital. O animal também morreu no local.
Outro acidente foi registrado anteontem à noite, na PR-445, em frente ao Residencial San Pablo, zona oeste de Londrina. O animal, que morreu no choque, foi retirado ontem de manhã por funcionários da prefeitura. Os acidentes rodoviários envolvendo animais são considerados comuns pelo comandante interino da 2ª Companhia da Polícia Rodoviária em Londrina, tenente Sidinei Fernandes Garcia. Só este ano, no 1º Pelotão da 2ª Cia, que compreende os postos rodoviários de Londrina, Cornélio Procópio, São Sebastião da Amoreira, Sertaneja e Porecatu, foram registrados 24 acidentes envolvendo animais, com sete feridos e uma morte.
Segundo o tenente, a característica essencialmente rural da região facilita o aparecimento de animais nas rodovias. ‘‘O dever de vigilância é do dono do animal. Mas nem sempre existe esta preocupação. Quando encontramos um animal solto na beira da rodovia, tentamos localizar o proprietário e orientamos sobre o perigo’’, disse. Nem sempre, porém, é fácil encontrar o proprietário dos animais. Eles não aparecem, após o acidente, para reclamar o animal e muitos não possuem marcas que permitam identificação.

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