Animais silvestres invadem Rolândia
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
Rolândia Em vez de cliente, um tamanduá-mirim. Essa foi a surpresa que a recepcionista de uma fábrica de móveis passou na manhã de ontem em Rolândia (25 km a oeste de Londrina). O desavisado animal silvestre, que apesar de ter garras assustadoras é praticamente inofensivo, não é o primeiro a ultrapassar a mata e invandir o asfalto. Apenas nos últimos 30 dias, o Corpo de Bombeiros da cidade já prestou cinco atendimentos nas mais variadas regiões da cidade.
Por enquanto, o campeão de aparições é o tamanduá-mirim, com duas ocorrências. Mas os bombeiros já socorreram também um lagarto, uma jararaca e até uma ariranha, um animal típico de regiões alagadas.
Segundo o soldado Neuton Simões, depois de passear por uma casa, a ariranha invadiu uma escola. ''Por sorte era férias e a escola estava vazia senão a criançada ia fazer festa'', brinca o soldado. A ariranha e os animais capturados foram soltos em uma reserva florestal de 50 mil hectares no município vizinho de Arapongas.
Simões afirma que o surgimento de animais silvestres na área urbana não é raro. Contudo, é incomum aparecerem tantos em tão pouco tempo. ''No máximo aparecia um por mês'', diz. O palpite do bombeiro é que o calor e as queimadas desta época do ano ontem a região de Rolândia registrou um incêndio florestal estejam empurrando os animais para a cidade.
É também o que acredita o subtenente da Polícia Florestal de Londrina, José Aparecido. ''Com a alteração no habitat natural, os animais procuram se adequar e nisso podem tomar rumos incertos e cair na cidade'', diz. Ele também lembra que a mata nativa na região de Rolândia é escassa com grandes áreas de cultivo o que potencializaria o impacto dos incêndios e da seca.
Ele alerta que em caso de se deparar com um animal silvestre a melhor saída é mesmo acionar os órgãos especializados como Polícia Florestal, Ibama e o Corpo de Bombeiros. ''Não é recomendável que a pessoa tente prender o animal e nunca se investir contra ele porque o animal fica assustado fora de seu habitat e em presença do homem'', orienta.


