Animais na rua aumentam risco de acidentes
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
A falta de fiscalização tem resultado na proliferação de animais abandonados em Londrina. Consequentemente, aumentam os riscos no trânsito. Segundo informações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), somente neste ano foram recolhidos 20 cavalos e uma vaca mortos na cidade, sendo a grande maioria atropelados.
Ontem de manhã, um cavalo que morreu atropelado estava abandonado próximo a uma calçada, na Estrada dos Pioneiros, Zona Leste. O taxista João Luis Varderrama passou pelo local duas vezes, ainda pela manhã, e resolveu acionar a Prefeitura para que o animal fosse retirado da pista. ''Liguei na CMTU e me disseram para ligar na Sema, que me pediu para ligar na CMTU de novo. Até nos bombeiros eu liguei'', reclamou o taxista, preocupado que algum mototaxista se acidentasse no local.
A algumas ruas de onde o animal foi atropelado, outros dois cavalos amarrados pastavam numa praça. A poucos metros dali, mais três cavalos, desta vez soltos, também pastavam na ilha que separa as duas pistas da Avenida Jamil Scaff, no Conjunto Alexandre Urbanas.
No local, a reportagem presenciou um dos cavalos atravessando a rua enquanto um caminhão trafegava pela via. Um carro e uma moto que também passaram pela avenida tiveram que reduzir a velocidade para não atingir os cavalos, que pareciam abandonados.
Segundo o diretor operacional da CMTU, Aguinaldo Rosa, desde novembro a Secretaria de Meio Ambiente de Londrina (Sema) não recolhe mais animais vivos abandonados, pois o contrato com a empresa terceirizada terminou e um novo processo licitatório apenas começou. ''Entretanto, cabe à CMTU recolher os animais mortos'', assinalou.
Rosa explicou que animais de pequeno porte são recolhidos pela companhia terceirizada de coleta de lixo, enquanto o recolhimento de animais maiores, como cavalos, são de responsabilidade da CMTU, que utiliza uma pá-carregadeira para realizar o serviço. ''Normalmente estes animais são enterrados no aterro municipal'', completou.
Para ele, o cuidado com os animais deveria ser do proprietário, mas como a maioria dos donos é de baixa renda ou desaparece assim que o bicho morre, a Prefeitura intervém para solucionar o transtorno para a comunidade.
Ele confirma que a falta de fiscalização contribui para a proliferação de animais abandonados. Com relação ao animal na Estrada dos Pioneiros, ele disse que iria mandar uma equipe para recolher.


