Umuarama - Dezenas de animais silvestres estão morrendo atropelados no complexo de pontes que atravessa o Parque Nacional de Ilha Grande, no Rio Paraná, na divisa entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) construiu oito passagens para animais sob o aterro de quase 13 quilômetros que corta a Ilha Bandeirantes, mas a medida não foi suficiente para impedir as mortes por atropelamento. Muitos animais sobem no aterro e cruzam o asfalto. Ambientalistas de Icaraíma estão cobrando da direção do parque nacional uma solução para o problema.
Segundo o diretor da escola estadual de Porto Camargo, Agnaldo Alberto Cardoso, todos os dias morrem três ou quatro animais atropelados no interior do complexo. O professor ressalta que nem todos os animais se dirigem para a passagens quando querem cruzar a rodovia. Outro problema é que muitos predadores urinam nesses locais para demarcar território e outros animais respeitam o terreno demarcado, evitando as passagens.
O promotor de Justiça Robertson Azevedo disse que a morte de animais por atropelamentos é um dos danos ambientais que a travessia causaria ao parque. O Ministério Público do Estado e a Procuradoria da República em Umuarama movem uma ação de indenização contra o DER pelos prejuízos ambientais da obra. O DER também não teria cumprido parte das medidas mitigatórias estabelecidas pelo Ibama para conceder a licença ambiental para construção da obra.
O procurador do DER, Antônio Carlos Cabral de Queiroz, disse ontem que o órgão acatou todas as exigências do Ibama e que as obras foram feitas visando reduzir o máximo possível o impacto ambiental. A diretora do parque, Maude Nancy Joslim, não foi encontrada para comentar o assunto.

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