Animais de grande porte serão recolhidos das ruas em Cambé
Empresa fará o recolhimento e será responsável também pela alimentação, higiene e abrigo por até 60 dias
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de janeiro de 2020
Empresa fará o recolhimento e será responsável também pela alimentação, higiene e abrigo por até 60 dias
Micaela Orikasa - Grupo Folha 
Cambé - Com inúmeras denúncias da população, a Prefeitura de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) contratou uma empresa para a captura e alojamento de animais de médio e grande portes soltos nas ruas. As primeiras ordens de serviço já foram assinadas e o trabalho começaria pela Estrada da Prata, que dá acesso à zona rural.
“Vamos traçar os locais a partir das reclamações, até porque os animais não estão fixos em um espaço. Os próximos endereços serão os jardins Bela Suíça e Bela Itália. Nosso objetivo é solucionar esta situação e, por isso, a empresa irá primeiramente tentar localizar o responsável e orientá-lo”, diz o vice-prefeito Conrado Scheller.
A empresa SAL, de Cambé, ficará responsável pelas rondas em horários estratégicos e também deverá fornecer alimentação, higienização e hospedagem dos animais por até 60 dias.
O diretor do departamento ambiental da secretaria municipal do Meio Ambiente, Anderson Alves Teodoro, ressalta que o órgão tem recebido uma média de duas denúncias por semana, sendo 90% referentes a cavalos em vias públicas. “É um problema antigo e nós não tínhamos a condição apropriada para resolver essa situação. Nossa expectativa é que agora, com esse prestador de serviço, possamos dar um retorno à população”, diz.
SANTO AMARO
Uma das denunciantes foi a agente comunitária de saúde Fabiane Vitório de Souza. Ela percorre os bairros de casa em casa e ficou preocupada com a presença dos cavalos no jardim Santo Amaro. “Liguei para a prefeitura para ver se eles recolhiam ou arrumassem um abrigo porque eles estavam vagando pelas ruas, até abrindo os lixos na frente das casas”, conta.
O morador no bairro Antônio Alves de Oliveira chegou a oferecer água para os animais. “Eles estavam no terreno ao lado de casa e uma égua ficava o tempo todo deitada, nem se mexia. Fui levar água e ela tomou dois baldes cheios. Em seguida, levantou e saiu. O certo é punir quem não cuida direito dos bichinhos”, conta o aposentado, que apesar do apreço pelo animal sabe dos perigos que ele ocasiona ao estar solto. “Eles andam pelas ruas e outro dia quase teve um acidente aqui ao lado”, completa.
Segundo Scheller, outras denúncias já registradas são referentes a bezerros e bodes. “O cavalo é um animal mais dócil, mas atrapalha o trânsito e os pedestres, aumentando o risco de acidentes. Já um bezerro solto pode atacar as pessoas, especialmente crianças e idosos”, comenta.
MULTA
Depois de recolhidos os animais, os responsáveis deverão entrar em contato com a secretaria de Meio Ambiente de Cambé e comprovar a posse por meio de documentos ou fotos. Também será cobrado o tempo de estadia do animal (R$ 40 a diária), além da multa por abandono no valor de R$ 300.
Se após 60 dias o responsável não recolher o animal, a prefeitura informa que ele poderá ser leiloado ou doado para instituições específicas. Todos os animais capturados serão registrados com informações de raça, características físicas e fotografias para identificação.
A contratação desse serviço para bovinos, equinos, asininos, muares, suínos, caprinos e ovinos foi firmado por seis meses, ao custo de R$ 17 mil ao mês. As medidas seguem de acordo com a Lei Municipal 684/1989 e atendem as diretrizes do Plano Diretor.
Scheller diz o que problema com animais soltos sempre existiu. “Essa discussão ocorre na Câmara Municipal desde 2009, mas ela se agravou no ano passado por inúmeros motivos. Um deles é que o cavalo pode ter sido tomado como animal doméstico por algumas famílias que não têm onde alojá-lo corretamente, pois pelas condições físicas e realidade aqui em Cambé, percebemos que não se trata de animais usados para fretes”, pontua.
SERVIÇO: Denúncias e reclamações referentes a animais nas ruas de Cambé podem ser feitas pelo fone (43) 3174-0490 (secretaria de Meio Ambiente) ou 156 (Ouvidoria)


