Animais da Antártica chegam ao PR
Vivian de Albuquerque
Em busca de um inverno mais quente e com uma maior quantidade de alimentos milhares de aves e animais marinhos começam a aparecer nas praias do Paraná, nesta época do ano. Não são raros os casos de pinguins, albatrozes, petréis, focas e leões marinhos, encontrados por pescadores e moradores do litoral.
A movimentação que é acompanhada de perto, desde 92, pelo CEM - o Centro de Estudos do Mar, da Universidade Federal do Paraná. Os pesquisadores aproveitam esta fase, para dar dicas, também aos curiosos, sobre as melhores formas de receber os visitantes vindos das regiões mais frias do mundo.
Normalmente as pessoas têm a tendência de tentar devolvê-los ao mar, explica Ricardo Krul, pós-graduando em zoologia. Mas na maioria das vezes isso pode acabar estressando o animal que vem para a praia quando está cansado ou debilitado. O que ele precisa é apenas de tempo e sossego.
Segundo Krul, o único caso em que pode ser realmente necessária a ajuda do homem, é quando o animal se encontra doente ou coberto por óleo. Os levantamentos feitos pelo CEM, mostram que pelo menos 50% estão petrolizados. Isso acontece porque alguns navios lavam os seus tanques em alto mar. As manchas imitam o formato de cardumes, e o pinguim, tentando capturar um peixe, acaba ficando com as penas cobertas de óleo.
Nesse caso, a dica do Centro é passar primeiro uma boa dose de óleo vegetal sobre o petróleo, deixando com que ele haja por um prazo de 24 horas. Uma vez amolecido, as penas podem ser lavadas com água morna e detergente neutro bem diluído. A alimentação deve ser feita com pequenos pedaços de peixe.





