Moradores e comerciantes das imediações do Parque Arthur Thomas (Zona Sul de Londrina) estão acostumados com a presença de animais silvestres nas redondezas. Apesar disso, nem todos os que passam pelo local estão atentos para a presença dos bichos e não é raro o atropelamento de animais na via. A rua não conta com placas de sinalização informando aos motoristas sobre os animais. O Parque Arthur Thomas é dividido pela Rua da Natureza, logo na entrada do Jardim Piza. Esta situação faz com que muitos animais atravessem a via para chegar ao outro lado.
Para o comerciante e morador do bairro, André Cristiano de Melo, o ideal seria a instalação de um quebra-molas no início da rua para que os motoristas reduzissem a velocidade. ''O movimento aqui é muito grande por causa da Unopar (Universidade Norte do Paraná). Há cerca de dois meses um macaco bem grande morreu atropelado enquanto atravessava a rua. Os quatis também correm o mesmo risco'', disse. Ele acha que os animais deveriam ser melhor tratados no parque para que não precisassem sair do local em busca de alimento.
Edith Maria Conceição também mora na Rua da Natureza e explicou que sempre vê os macacos nas árvores em frente a sua casa. ''Eles não entram em casa porque tenho cachorros mas quem não tem corre o risco'', afirmou. A moradora Samanta Godoy disse que ouve os animais andando pelo telhado mas não se incomoda com a presença deles. ''Para mim não tem problema e nunca ouvi falar de ninguém que maltrata estes bichos'', destacou.
Para o coordenador do parque, Luciano Elias, a ocorrência de atropelamentos na via é vista como ''acidentes que acontecem normalmente''. Apesar do local não apresentar placas indicativas sobre a presença dos animais, ele cobra uma posição mais consciente dos motoristas. ''Esta é uma área de preservação, as pessoas deveriam trafegar mais devagar. Tem um tubo de escoamento de água que liga as duas partes do parque por baixo da via. A maioria dos animais passa por lá, mas alguns ainda passam por cima'', destacou.
Ele disse que não tem ideia de quantos animais vivem no parque. ''Não temos como fazer a contagem. Eles são alimentados três vezes por semana, nos outros dias buscam alimentos por conta própria na mata'', alegou De acordo com Elias, os animais andam tanto nas imediações do Jardim Piza quanto no Jardim Califórnia. ''A vizinhança já está acostumada'', garantiu. Além de macacos-pregos e quatis, vivem no parque cotias, lagartos, capivaras, entre outros.

mockup