DivulgaçãoEste ano, apenas 228 dos 1.007 cães apreendidos foram procuradosO setor de Controle de Zoonoses e Vetores da Prefeitura de Curitiba atendeu no primeiro trimestre 5,2 mil solicitações para apreensão de animais - cachorros, cavalos e bois - e remoção de animais mortos e doentes de vias públicas, residências e clínicas veterinárias. O serviço da prefeitura retira animais soltos na rua para evitar ataques e transmissão de doenças. Desde 1996, a demanda pelo serviço tem crescido em média 20% ao ano.
O recolhimento pode ser solicitado pela população por meio de ofícios endereçados à prefeitura ou pelo telefone 200-1300. A maioria dos pedidos é de pessoas que querem a apreensão de animais soltos nas ruas e que trazem risco para adultos e crianças. Neste ano, as unidades de saúde da prefeitura atenderam 1.495 pessoas atacadas por cães - em 295 dos casos, o acidente ocorreu na rua.
‘‘O trabalho de retirada dos animais soltos de circulação é muitas vezes mal interpretado pela população e visto de maneira antipática. Mas o que nós pretendemos não é maltratar os animais e sim diminuir o risco da volta da raiva na população humana’’, diz a chefe de coordenação de Zoonoses e Vetores, Maria Elisabete Ferraz. Segundo ela, um cão doente pode transmitir até 80 zoonoses para o homem e a raiva é uma das mais graves, porque pode levar à morte.
Os cachorros apreendidos permanecem no Canil Municipal durante três dias à espera do dono. Depois, são encaminhados para adoção, estudos da raiva ou sacrificados. Bois e cavalos geralmente são retirados pelos proprietários. O mesmo não acontece com os cães. Neste ano, dos 1.007 cachorros apreendidos, somente 228 foram procurados pelos donos.

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