Animais ameaçados nascem no Passeio Público de Curitiba
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de novembro de 2000
Julio Cesar Lima De Curitiba 
As pesquisas realizadas pelos técnicos do Passeio Público de Curitiba sobre o comportamento e reprodução de espécies ameaçadas de extinção se tornaram referência para outros zoológicos do País. Desde ontem, depois que foram registradas duas reproduções de animais em cativeiro um papagaio-de-peito-roxo e o macaco muriqui , um grupo de diretores da Sociedade de Zoológicos do Brasil (SZB) está reunido na cidade para um intercâmbio de experiências. O presidente da SZB, Fernando Siqueira Magnani, afirmou que as pesquisas feitas em Curitiba foram ressaltadas em um congresso sul-americano, que aconteceu no início do mês, em Santiago do Chile.
No Passeio Público o grupo de seis macacos muriquis vive em uma pequena ilha de 600 metros quadrados. O filhote de muriqui tem um mês de vida e nos primeiros seis meses fica agarrado à mãe. Há uma estimativa de que existem apenas 2 mil macacos desse tipo no País. Eles vivem em bandos e podem atingir um metro de altura e viver até 20 anos.
Eles vivem na Mata Atlântica, que hoje está bem reduzida, e por isto tomamos esse cuidado de deixá-los na ilha para que mantenham seus hábitos e possam ser estudados da melhor forma, disse o biólogo Luiz Roberto Francisco, 33 anos, diretor do Departamento de Zoológico, ligado à Secretaria do Meio Ambiente de Curitiba.
Nesta semana também nasceu um filhote de papagaio-de-peito-roxo. Essa espécie é natural das regiões Sul e sudeste do País e a fêmea ainda está chocando dois ovos. É a primeira vez em sete anos que os biólogos do Passeio Público conseguem a reprodução dessa espécie.


