Sem local adequado para cuidar dos animais, a Prefeitura de Maringá não sabe o que fazer com os cães, gatos e até cavalos que são abandonados nas vias públicas da cidade. Todos os dias, a Secretaria de Meio Ambiente e a Secretaria de Saúde recebem dezenas de ligações telefônicas de pessoas denunciando a presença de animais abandonados nas imediações de suas residências. A população, de acordo com o secretário de Meio Ambiente, Marino Gonçalves, pede providências urgentes, mas a prefeitura, segundo ele, não tem condições de cuidar de todos os animais abandonados.
Atualmente, a prefeitura dispõe apenas de um terreno no Jardim Mandacaru, para onde são levados os cavalos abandonados. Os cães e gatos, são encaminhados para o biotério da Universidade Estadual de Maringá (UEM) para serem utilizados em pesquisas. Este procedimento, conforme Gonçalves, contraria os dirigentes da Sociedade Protetora dos Animais. Segundo o secretário, o problema depende de envolvimento da comunidade.
Não existe um levantamento sobre o número de animais abandonados, mas os cães e gatos são em maior quantidade. O que mais preocupa a prefeitura são os cavalos abandonados. Além de doentes, os cavalos abandonados são idosos e a prefeitura não encontra nenhum interessado em adquiri-los.
Para o veterinário e membro do Conselho de Veterinários de Maringá, Hugo Kimura, o problema de animais abandonados é alarmante. ‘‘Recebo cerca de 10 telefonemas por dia de pessoas querendo que eu fique com os animais abandonados’’, disse. O veterinário sugere uma campanha nas escolas. A Folha não teve retorno da Sociedade Protetora dos Animais em Maringá. Na secretária eletrônica da entidade, a mensagem informa que não aceita animais que já tenham donos em hipótese alguma e que só recebe animais abandonados através dos associados.

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