Anhangava será transformado em parque
Maigue Gueths
De Curitiba
Uma antiga reivindicação de entidades não-governamentais ligadas ao meio ambiente pode ser concretizada no próximo ano. Trata-se da criação do Parque Estadual do Anhangava, na Serra da Baitaca, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. O projeto do parque está sendo desenvolvido pelo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) como medida compensatória pelas agressões ao ecossistema causadas pela construção da Rodovia do Mercosul no Paraná. Após concluído, o projeto será entregue, mediante convênio, ao governo do Estado, que ficará responsável pela execução dos serviços indicados.
A exigência de ações compensatórias consta da Resolução 02/96 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que determina que o empreendedor invista no mínimo 0,5% do valor do montante da obra no território onde está sendo implantada. A construção da rodovia no Paraná tem um custo total de R$ 650 milhões, sendo R$ 120 milhões no trecho da BR-116, onde está o Morro do Anhangava. Assim, a construção do parque está orçada em R$ 1,5 milhão.
O DNER contratou a empresa Natec, vencedora do processo licitatório, para fazer o projeto e o plano de manejo, definindo as ações a serem desenvolvidas em cada área do parque. A empresa está responsável por fazer o mapeamento da área, levantamentos de fauna e flora e das condições sócio-ambientais do local. No Anhangava há áreas de manejo que devem continuar na mesma situação, mas há outros locais que podem ser transformados em reserva ecológica. O parque também poderá ter trilhas para caminhadas, pistas para vôo livre, locais para escalada, churrasqueiras, entre outras possibilidades de uso. A extensão exata da área só será definida após a conclusão do Plano de Manejo.
Outras medidas para reduzir o impacto ambiental da Rovovia do Mercosul estão sendo executadas pelo DNER, como a aquisição de áreas laterais que foram incorporadas à Floresta Estadual Metropolitana, que foi atingida pelo Contorno Leste de Curitiba. A obra utilizou cerca de 30 hectares da mata. Também está havendo controle de processos erosivos, recuperação de áreas degradadas como aterro e caixas de empréstimo e cuidados com drenagem.





