Anel dispensa novas cirurgias e reduz mortalidade
O cirugião Francisco Gregori Júnior foi para França pela primeira vez em 1979, interessado em estudar doenças valvulares. Voltei àquele País durante seis anos consecutivos para fazer cursos de cirurgias reconstrutoras e aprender mais sobre este tipo de doença, bastante comum em Londrina, contou. Como os antigos colonos não cuidavam bem da saúde, tinham muita amigdalite e acabavam com doenças reumáticas, que atacavam as válvulas.
Gregori trouxe da França o anel de Carpentier mas desenvolveu uma prótese própria: o anel de Gregori. Trocar válvula por uma de boi ou porco é fácil. Mas com o anel, que é aberto e em forma de semicírculo, não é preciso mais trocar a válvula a medida que a criança cresce, exemplifica. Além de podermos usar o anel em praticamente 100% dos pacientes com menos de 16 anos, diminuímos a mortalidade cirúrgica, a hospitalar e a tardia, afirmou ele, que também é professor de cirurgia cardíaca da Universidade Estadual de Londrina (UEL). (C.L.)





