Anel de integração pode ser a salvação de vários trechos
Em março deste ano, uma equipe de técnicos da Volvo e do governo do Paraná percorreu 2.029 quilômetros de rodovias estaduais e federais a bordo de um caminhão.
O percurso faz parte do traçado do Anel de Integração Rodoviária do Paraná (extensão total de 2.035 quilômetros), projeto do governo que integra 200 cidades paranaenses e prevê a duplicação de 855 quilômetros de estradas, construção de 377 quilômetros de terceiras faixas, de 282 quilômetros de estradas marginais e de 229 quilômetros de contornos, além de correção geométrica em 130 quilômetros.
A equipe viajou com um objetivo definido: verificar a situação das rodovias que compõem o traçado do anel de integração.
A conclusão, depois de uma semana de viagem, foi que a má conservação das estradas percorridas aumentou em 40% os gastos com pneus e combustível.
A manutenção do veículo nessas condições pode crescer 30% e o custo operacional ser afetado em cerca de 30%. O caminhão teve um desgaste 25% do que teria em uma rodovia em boas condições, aponta o relatório final dos integrantes da equipe.
Em relação à agricultura, a conclusão foi que a influência das condições das estradas na movimentação de cargas pode levar a perdas de até 10% da produção, índice maior que as perdas com a quebra na safra de grãos no País, que gira em torno de 7%.
Em meados de julho, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) recebeu propostas de empresas interessadas nas obras do traçado do anel.
No início de agosto, a Secretaria Estadual dos Transportes divulgou a relação das empresas vencedoras da concorrência. O início das obras foi anunciado para o período entre o final deste mês e novembro.





