Andréa Carolina Bernal Mazacotte sempre foi uma estudante precoce e persistente. Aos 17 anos concluiu o 2º grau e em janeiro vai prestar o vestibular da Unioeste para o curso de ciência da computação. O caso não despertaria a atenção se ela não fosse deficiente auditiva. A garota só consegue 20% de audição graças ao uso de aparelho.
A deficiência nunca foi um problema para Andréa. Ela sempre estudou em escolas de ensino regular e nunca repetiu de ano. Como preparativo para o vestibular, Andréa estuda três horas e meia por dia num curso de computação, que termina no próximo dia 20. No curso, ela é orientada pela Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu (Apasfi).
Os pais de Andréa, Zacarias e Aurora Mazacotte, são os maiores incentivadores na superação da deficiência. Apesar da origem paraguaia, o casal só fala em português para facilitar a leitura dos lábios. Andréa é acompanhada por fonoaudiólogos desde os três anos. Hoje ela tem uma vida normal e ajuda os pais na pastelaria da família.

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