André fez um projeto para deixar de ser empregado
Walter Ogama
De Londrina
O profissional do futuro já não é uma visão distante, principalmente para os habitantes dos grande centros econômicos. Os trabalhadores que há pouco mais de um ano da virada do milênio conseguiram se desvencilhar das amarras da carteira de trabalho assinada ao mesmo tempo em que esbofetearam o medo de desenvolver uma atividade por conta própria formam uma categoria mista.
São profissionais especializados em área distintas, é certo. A informática, por exemplo, reúne um bom número de pessoas que já se tornaram patrões de si mesmo, conforme definem os estudiosos do assunto. A área de comunicação também é expressiva. Não são, portanto, somente os médicos e os dentistas a terem o privilégio do trabalho por conta própria, conforme se dizia até bem pouco tempo. Engenheiros e arquitetos há anos fazem o mesmo. Veterinários procuram a autonomia. Outras categorias experimentam a novidade, embora a passos mais curtos.
Em Londrina, André Luiz Campos, 25 anos, é um típico exemplo de jovem que migrou para o lado dos patrões. Há três anos, quando ainda era empregado de uma firma, André concebeu um projeto que conseguiu executar a partir dos dois últimos anos.
Especialista na área de informática, André até fundou sua própria empresa, a Londrinet, que tem ele como patrão e ele mesmo como empregado. O londrinense não tem sócio e trabalha sozinho na produção de páginas para a Internet e de desenvolvimento de sistemas de informática para outras empresas.
Como empresário, tenho que inovar, criar conceitos novos e idéias diferentes. Mas também como empregado, a pessoa não deve se limitar às condições de trabalho dadas a ela pelo patrão, defende André.
Mas a grande diferença, conforme aponta André, é no retorno financeiro. Como empresário você tem a possibilidade de fazer o seu próprio salário. Não é o que ocorre com o empregado, que ganha um fixo por mês e gasta mais do que recebe. Além disso, existe a mentalidade do trabalhador que se acomoda, acreditando que trabalhando bastante ou pouco o salário é o mesmo. Portanto, acredito realmente que o profissional do futuro seja o seu próprio patrão.
André também condena o pensamento predominante entre a maioria das pessoas, de que o ganho está vinculado à garantia da carteira de trabalho assinada, onde se destaca o apego ao salário fixo e o conceito: Ganho pouco mas é um renda gararantida.





