Andef garante que uso é racional
Para a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), mantida por fabricantes de defensivos agrícolas, o agricultor brasileiro utiliza os agrotóxicos com muito critério, o que fica expresso no índice de somente 2,8% do total de amostras de 20 culturas coletadas estarem acima do limite máximo de resíduos. ''Este valor é plenamente aceitável, de acordo com agências e organizações internacionais especializadas no tema'', afirmou Eduardo Daher, diretor da Andef.
Ele destaca também que diversos alimentos com amplo consumo registram índice inferior a 1% e mesmo zero de resíduos; são os casos das culturas de alface, batata, cebola, feijão, laranja, manga, arroz e tomate.
Sobre as afirmações relativas ao uso indiscriminado de defensivos, Daher discorda.''O agricultor sabe muito bem o custo da adoção de tecnologias em sua lavoura e não queima dinheiro utilizando de forma 'abusiva' os insumos que melhoram sua produtividade - sementes, máquinas, fertilizantes e defensivos agrícolas, entre outros.'' Mesmo assim, a Andef afirma que apenas no ano passado, um total de 1.400 produtores em todo o País receberam informações técnicas e treinamento sobre o uso e manejo correto dos defensivos.
Para ele, o problema maior encontrado não se refere à aplicação de produtos em excesso nas lavouras. A dificuldade que persiste para os agricultores, segundo a Andef, é a necessidade de combater as pragas quando não há, no mercado, defensivos agrícolas autorizados para a plantação atacada. (C.A.)





