Andarilho é morto em casa de recuperação
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segunda-feira, 26 de março de 2001
Lucinéia ParraDe Maringá 
A polícia de Maringá prendeu três internos da Casa de Recuperação Nova Canaã, localizada no Parque Industrial II, em Maringá, acusados pela morte de um andarilho que também era atendido na entidade desde quarta-feira da semana passada. A vítima não tem documentos e era conhecido apenas pelo nome de Pedro. Ele teve o corpo todo queimado com ferro de passar roupa e morreu no sábado, por volta das 21 horas, ao dar entrada no Hospital Universitário de Maringá (HUM).
De acordo com o delegado Aparecido Antonio Gregório, Pedro dependia do auxílio dos funcionários ou dos internos da entidade para se locomover devido a um problema nas pernas. Na última quinta-feira, Pedro foi levado ao banheiro pelo interno Wansller Cordeiro dos Santos, de 21 anos. Pedro, segundo o delegado, teria insinuado um convite para um relacionamento sexual com Wansller, que teria se sentido ofendido e utilizado um pedaço de tubo PVC para bater em Pedro. Sexta-feira, os internos Claudio Aparecido Lopes, 24 anos, e Amarildo Fava, 36, juntamente com Wansller, teriam aquecido um ferro de passar roupa e queimado o corpo de Pedro. Para não deixar que os funcionários da entidade percebessem os ferimentos, os três cobriram o corpo de Pedro. Só no sábado, a direção da entidade tomou conhecimento do problema, providenciando o encaminhamento de Pedro para o HUM, onde morreu minutos depois de dar entrada.
Os três presos são acusados de homicídio qualificado por motivo fútil e tortura. O corpo de Pedro, que aparenta ter entre 45 e 50 anos de idade foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) para exame de corpo delito. Se ficar comprovado que a vítima morreu em função das queimaduras, os três serão indiciados por homicídio qualificado, disse o delegado. A Casa de Recuperação Nova Canaã permaneceu fechada ontem de manhã.
Em Campo Mourão, o delegado Lindomar Alves Júnior investiga o assassinato de Celso de Oliveira da Silva, de 22 anos, na noite de domingo. Silva foi atingido por dois disparos de arma de fogo. A polícia não tinha, até ontem, muitas informações sobre o caso, mas a principal suspeita é de que o crime ocorreu devido a brigas entre gangues. Alves Júnior morava no Jardim Paulista, um dos mais violentos de Campo Mourão.


