Funcionários de uma fábrica de estofados na Avenida Celso Garcia Cid, Área Central de Londrina, encontraram um homem morto nas dependências da empresa, na manhã de ontem. Segundo avaliação preliminar dos peritos do Instituto Médico-Legal (IML), a morte teria ocorrido de 10 a 15 dias atrás, e teria sido causada por fatores naturais.
A vítima foi identificada, por meio de uma carteira de vacinação, como Milton Frisseli (idade não informada). De acordo com o delegado do 2º Distrito Policial (DP), Antônio do Carmo, empregados contaram que Frisseli vinha morando há bastante tempo em uma parte não utilizada da fábrica.
''Aparentemente, ele era andarilho e foi autorizado a ficar ali por caridade. Fazia as refeições dele no térreo de um prédio da empresa e dormia no andar superior, onde seu corpo foi achado'', informou. A fábrica ocupa boa parte de um quarteirão e possui várias instalações.
Segundo Antônio do Carmo, empregados disseram que há uma semana não viam Frisseli, mas que só ontem decidiram checar o local de pernoite do andarilho porque sentiram um cheiro forte. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição.
A Polícia Militar (PM) informou que Frisseli tinha familiares em Londrina. O andarilho era atendido pelo Sinal Verde, projeto da Secretaria Municipal de Ação Social voltado a moradores de rua. A reportagem tentou contato com a responsável pelo projeto, mas não a encontrou.
O delegado do 2º DP afirmou que não foram detectadas, a princípio, marcas de agressão na vítima, o que só poderá ser confirmado após exames do IML. Carmo disse que apenas depois da divulgação do resultado da necrópsia decidirá se será aberto um inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte. (Colaborou Fábio Galão)

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