Funcionários da Secretaria de Obras de Londrina trabalharam ontem na reconstrução de parte de uma calçada localizada na Rua Alagoas, Região Central de Londrina, que cedeu na noite da última sexta-feira. Um casal caiu e foi socorrido pelas pessoas que passavam pela rua. Logo após o incidente, o local foi isolado com faixas amarelas. Mesmo assim, outro pedestre se acidentou. (leia mais nesta página).
Num giro rápido pela cidade, principalmente na Região Central, é comum encontrar obstáculos dificultando a travessia dos pedestres. São canteiros de flores, grandes raízes de árvores, mato nascendo entre as ranhuras do pavimento, lixo e buracos: minúsculos ou absurdamente enormes.
Na Rua Amapá, uma cratera na calçada força a dona de casa Silene Lopes dos Santos a desviar para a rua o carrinho onde carrega o filho mais novo sempre que passa pelo local, de duas a três vezes na semana. Ontem não foi diferente: ela precisou da ajuda do filho mais velho para colocar o carrinho do bebê de volta na calçada, depois de fugir do buraco. ''Imagina se um carro pega a gente.''
Conforme Silene, o problema não está só na Rua Amapá: ''Daqui até a minha casa, na Rua Moçambique, é só buraco, principalmente na Duque de Caxias. Ando mais na rua do que na calçada.''
Sergio Resende de Brito mora há 35 anos em Londrina e há oito meses vende sorvetes pelas ruas da cidade. Para ele, o Centro em geral é uma das piores regiões para empurrar o carrinho de delícias geladas. ''Não tem calçamento na Mato Grosso, Duque de Caxias, Paranaguá, São Vicente, Bahia. As calçadas da Rua Guaporé também são muito ruins'', citou o sorveteiro, confirmando que também ''anda mais na rua que pelas calçadas''.
Obrigação
A calçada ideal é aquela que oferece condições de um caminhar seguro e confortável, proporcionado pela escolha de pisos adequados, ausência de obstáculos, sem degraus entre os terrenos, com o mobiliário urbano e a vegetação dispostos de forma a não atrapalhar o pedestre.
Conforme lei municipal, em Londrina, a obrigação de fazer e manter as boas condições das calçadas é do proprietário do lote. No entanto, se debaixo do terreno circulam redes de água pluvial, água e esgoto ou telefonia, o cuidado com o passeio público cabe às concessionárias que ofertam os serviços.

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