Os taxistas de Curitiba estão autorizados a rodar com bandeira 2 em tempo integral até 31 de dezembro. A cobrança, normal nos finais de semana, foi emendada ontem por ser o ‘‘Dia do Taxista’’. A cobrança é vista como um equivalente ao 13º salário e, para o usuário, representa um aumento de cerca de 30% sobre o preço normal de uma corrida.
A categoria se baseia em pesquisas para reforçar a tese de que a elevação da tarifa é bem-vinda entre os motoristas. O Sindicato dos Taxistas da capital e a Associação das Rádio-Táxis exibem consultas que dão uma aprovação de 97% à instituição da bandeira 2 em dezembro. No entanto, o presidente do sindicato, Celso Fernandez, e o presidente da associação, Francisco Castro, dizem que a vantagem não chega a trazer lucros em grande escala.
Já o diretor de transportes da Urbs, Euclides Rovani, se posiciona contra a bandeira 2. ‘‘Não concordamos com ela. Com bandeira 1 poderia haver um faturamento muito maior’’, afirma. Para Rovani, só vai usar táxi em dezembro quem não tiver outra alternativa de transporte.
‘‘Tenho certeza de que a maioria dos taxistas não vai cobrar bandeira 2, pois quando, perceber a reação do mercado, a categoria vai mudar de idéia’’, acredita Rovani. Os taxistas dizem que acumularam perdas de 30% nos últimos três anos. A Urbs contesta e Rovani afirma que as perdas são de 18%. Celso Fernandez diz que a categoria está sem aumento da tarifa há dois anos e seis meses, mas nem por isso acha que o preço precisa ser elevado. Fernandez acredita que os passageiros entendem que a bandeira 2 em tempo integral é a única maneira de o taxista ter o seu 13º garantido.
A oficialização da cobrança em tempo integral da bandeira 2 no último mês de cada ano é lei municipal desde dezembro de 95, por proposição do vereador Jorge Samek (PT). Nos meses normais, a bandeira 2 só é cobrada das 20 horas às 6 horas na semana, das 13 horas de sábado até as 6 horas de segunda-feira e nos feriados.

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