Os R$ 200 mil previstos na reforma e adaptação do imóvel que abrigará o Shopping Popular virão de empresários interessados em atuar no local através de âncoras. Pelo menos essa é a garantia do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU), Wilson Sella. Ontem Sella passou o dia reunindo-se individualmente com comerciantes das áreas de alimentação, farmácia e salões de beleza para discutir a proposta e angariar parceiros. Segundo o presidente da CMTU, o Shopping Popular terá capacidade para abrigar até 15 lojas âncoras que responderão por cerca de 30% do faturamento do empreendimento.
A previsão que é o imóvel atual Shopping Paulista esteja pronto para receber os 314 ambulantes e as lojas âncoras em 60 dias. Ao contrário dos âncoras, nem os ambulantes, nem a prefeitura terão contrapartida nos R$ 200 mil. ''É uma quantia relativamente baixa para eles. Se fosse em um shopping normal, só de luvas cada um (comerciante) pagaria entre R$ 15 mil a R$ 20 mil'', explica Sella.
Se o rateio dos R$ 200 mil for de maneira uniforme entre os 15 âncoras, cada um desembolsará R$ 13.333,33. E mais, a proposta aos âncoras não prevê nenhuma compensação em termos de abatimento de aluguel e impostos pelo investimento nas reformas. Já os camelôs contam com a garantia da prefeitura em subsidiar um terço do aluguel do imóvel, estimado em R$ 30 mil.
Preservados das negociações que envolveram a transferência dos camelôs para o Shopping Popular, os artesãos do município também serão chamados para discutir a criação de um espaço próprio para categoria. Pelo menos 40 artesãos estão concentrados hoje na Praça Rocha Pombo, no centro. Segundo Wilson Sella, a idéia de retirá-los das negociações do Shopping Popular deu-se pela grande resistência de convivência com os camelôs. A partir de agosto a CMTU iniciará as discussões com os artesãos.
Concurso - Está em vias de elaboração o edital de concurso público para a cotratação de mais 70 agentes municipais que reforçarão a fiscalização de rua na cidade. As provas, estima Sella, deverão ocorrer no final de setembro próximo, sendo as contratações somente após as eleições. A previsão mais segura é a de que os novos agentes sejam contratados no início de 2003. Com mais este reforço, subirão para 100 o número de fiscais. Os novos contratados eleverão em cerca de R$ 40 mil os gastos do município com o pagamento de salários. Um investimento, que segundo Sella, necessário ''para conter a expansão dos ambulantes'' nas ruas de Londrina.

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