''Jovens agricultores vencendo desafios'' foi o tema do engenheiro florestal, advogado e consultor Roberto Belotti. Os dois conferencistas que o precederam também expuseram desafios: o tema do professor de filosofina da Universidade de Campinas (Unicamp) César Aparecido Nunes foi ''a educação, a formação ética e afetiva''. Polan Lacki, agrônomo extensionista que atuou na Emater e na Organização para Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas, alertou sobre a influência de duas fortes tendências mundiais: o neoliberalismo e a globalização, que só admitem a eficiência.
''Vai ganhar aquele que oferecer excelente qualidade com custo de produção baixo'', resumiu Lacki. ''Em geral não sabemos produzir'', alertou, referindo-se ao Brasil. ''Claro que a minoria é eficiente, mas isso apenas confirma que é possível subir''. O poder público apoiará cada vez menos o produtor, que terá de ser eficiente e menos dependente do crédito se quiser sobreviver à concorrência dos países ricos que subsidiam e continuarão a subsidiar a sua agricultura, segundo Lacki. ''Os ineficientes serão expulsos'', previu.
Roberto Belotti disse que o ''mundo mudou para melhor'' e nele ''não existe lugar para o amadorismo e os profissionais medianos''. Situou os jovens na era da informação, sinônimo de competência para os que a detém, sugerindo que adotem a estratégia de traçar metas e se pautem pela a atualização contínua e a busca de novas oportunidades.
César Nunes citou a máxima ''Se todo velho pudesse, se todo jovem soubesse'', sugerindo a associação da força do jovem com a sabedoria do idoso. Numa das muitas comparações de valores, transmitiu que os empreendedores rurais devem ter formação ética e cidadã, serem capazes de perceber os contrastes do ''Brasil globalizado, tecnológico'', décima economia do mundo e ao mesmo tempo sociedade pobre.(W.S.)

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