Análise das amostras deve começar em maio
De acordo com o coordenador do projeto, o professor doutor em Educação Física da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Dartagnan Pinto Guedes, dados do IBGE de 210 mostram que pelo menos uma em cada três crianças, de 5 a 9 anos, estava acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Muitas delas já apresentam problemas antes associadas somente a adultos, como diabetes tipo 2, colesterol alto, hipertensão e doenças cardiovasculares.
"Como sabemos, uma criança com hábitos de vida não saudáveis tem uma grande chance de se tornar um adulto que não se alimenta de forma saudável e nem pratica atividades físicas. E é justamente isso que queremos mudar para que nossa população seja mais saudável", enfatizou o professor. "Um hábito adquirido em idade escolar dificilmente será mudado na idade adulta."
"Além de colaborar na educação dos escolares e familiares para uma vida com hábitos mais saudávei, o intuito do projeto é, a médio e longo prazos, diminuir a quantidade do atendimento médico em decorrência de doenças associadas a obesidade", acrescentou.
Dartagnan explicou que após a análise das amostras, que devem ocorrer de maio a julho deste ano, será realizada a entrega de materiais didáticos a funcionários, alunos e pais das crianças e adolescentes, com orientações e dicas para a aquisição de uma vida mais saudável. A previsão do professor é que essa acompanhamento do índice de massa corporal dos alunos seja realizado duas vezes por ano. "Assim iremos combater a obesidade infantil, substituindo os hábitos de crianças que hoje estão com sobrepeso e prevenindo que outras desenvolvam a doença", disse.
Ao todo, 2 milhões de escolares de 7 mil instituições de educação infantil, ensinos fundamental e médio da rede pública municipal e estadual devem ser beneficiados com a intervenção.
O programa é uma iniciativa é da Secretaria Especial do Esporte, com participação das secretarias da Educação, Saúde, Família e Desenvolvimento Social, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e de Relações com a Comunidade, o apoio dos conselhos regionais de Educação Física, Nutrição e Psicologia, bem como da Associação Médica do Paraná e da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. (F.C.)





