Maringá O resultado de uma análise feita em peixes mortos localizados no Rio Pirapó, principal fonte de abastecimento de água de Maringá, deixou em alerta a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A análise apontou um alto índice de metais pesados como cromo e chumbo. Estes metais podem causar diversos problemas no organismo humano como câncer, distúrbios neurológicos e anomalias reprodutivas. Só de cromo, o resultado apontou uma quantidade 830 vezes superior à tolerada pela legislação sanitária.
A Sanepar emitiu nota ontem alegando que os agentes que contaminaram os peixes foram despejados no rio depois do ponto de captação da água. O dado foi confirmado pela secretaria, que encontrou os peixes a 1.500 metros abaixo do ponto de coleta de água. A situação, porém, não reduz a preocupação dos técnicos que irão agora fazer o monitoramento do lodo do rio e mapear as áreas industriais próximas do manancial.
O Rio Pirapó nasce em uma área industrial de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) e percorre pelo menos 20 municípios até chegar em Maringá. No trajeto, o rio está sujeito à poluição de indústrias, de agrotóxicos lançados em lavouras, além de dejetos de criadouros de animais. Os peixes analisados foram recolhidos há cerca de 20 dias. Os técnicos municipais suspeitam de despejos criminosos de resíduos químicos no manancial, mas devido às chuvas ocorridas no período, não conseguiram comprovar a fonte contaminadora.
Mais de 240 mil pessoas consomem a água do Pirapó tratada pela Sanepar. O restante da população de Maringá, que tem mais de 300 mil habitantes, utiliza o sistema de poços artesianos. Para o gerente de receita da Sanepar de Maringá, José Fernando de Oliveira, ''a população pode ficar tranquila com a qualidade da água que consome''. Ele afirmou que a empresa realiza a cada três meses análises de metais pesados e agrotóxicos. A última amostra, segundo a empresa, foi coletada no dia 14 de outubro e a análise não detectou a presença de resíduos de metais.
O gerente afirmou que o controle de qualidade da água realizado pela Sanepar é mais rigoroso que o exigido pela Portaria 1469/2000, do Ministério da Saúde, em vigor desde janeiro e que determina a análise a cada seis meses.

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