O Lar Anália Franco comemora, neste sábado, seu 40º aniversário. Fundado por um grupo espírita, nestas quatro décadas de atividades ininterruptas, conquistou uma posição de respeito junto à sociedade pelo trabalho social que desenvolve. Hoje, o Lar Anália Franco é a entidade que mais abriga crianças em Londrina. No total são 237, sendo 80 internos e 157 externos. Segundo a secretária de Ação Social do município, Maria Luiza Rizotti, o lar tem uma importância significativa para a cidade devido a toda sua história de acolhimento de crianças, seja em caráter provisório e até mesmo quando a acolhida é definitiva.
A instituição conta atualmente com cinco casas-lares e uma de plantão, atendendo crianças e adolescentes de zero a 18 anos, em situação de risco pessoal e social. Na faixa etária de sete a 14 anos, a instituição oferece, também, apoio sócio-educativo. Já na faixa de zero a seis anos, o lar atua como centro de educação infantil. No total, são mais de 45 funcionários de diversas áreas como pedagogia, serviço social, psicologia, gerenciamento contábil e saúde, entre outras especialidades atuando na entidade.
A construção do Lar começou seis anos antes de sua fundação, mas o obra de 3,5 mil metros quadrados só foi inaugurada em 1963. Corte de fita vermelha e homenagens às crianças londrinenses marcaram a data. No ínicio, funcionava como orfanato, abrigando mais de 100 internos. Segundo reportagens publicadas na Folha, na época, sua inauguração representou uma grande conquista para a comunidade.
O nome da entidade, segundo o atual presidente da instituição, Walter Piedade, é uma homenagem ao trabalho assistencial desenvolvido pela educadora, romancista, escritora, teatróloga e poetisa carioca Anália Franco, que fundou ao longo de seus 65 anos de vida 71 escolas, dois albergues, uma colônia regeneradora para mulheres e 23 asilos para crianças órfãs.
De acordo com a assistente social Sueli Aparecida Forli, os gastos da instituição variam de acordo com o número de atendimentos do mês. O poder público repassa uma verba mensal de R$ 70 para cada criança do berçário, R$ 50 para as da educação infantil, R$ 28 para as do programa sócio-educativo e R$ 100 para cada interno. Esse montante, segundo Sueli, cobre cerca de 40% dos gastos da instituição e o restante é obtido com as vendas do bazar beneficente que comercializa móveis semi-novos e restaurados, além de roupas e utensílios. As oficinas próprias de ferro-velho, marcenaria e tapeçaria também ajudam a incrementar o orçamento.
Segundo Piedade, as doações da comunidade representam a maior fonte para sustento da instituição. Os móveis e utensílios doados são utilizados ali mesmo no lar ou encaminhados para venda no bazar. Mas ele ressalta que as doações devem ser feitas somente para funcionários que estejam na Kombi com a identificação do lar. E aconselha à população a chamar a polícia caso alguém peça em nome da instituição sem apresentar identificação.
O atual presidente conta que o trabalho na entidade é muito gratificante. Segundo Piedade, muitas crianças chegam lá para ficar três meses e acabam ficando anos. ''A gente pega um amor muito grande neles''. Sueli Forli, que trabalha no lar há oito anos, compartilha da opinião do presidente. ''É um trabalho árduo, mas gratificante'', acrescenta.

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