Amunorpi quer projetos regionais
O prefeito Roque Fadel garante que administra o município por amor e não por interesse. Fazemos por amor à causa. Tudo que tenho devo a Deus e ao próprio Norte Pioneiro e não preciso do dinheiro do povo para sobreviver, afirma. Fadel revela que recebe um salário de R$ 4 mil da prefeitura e, muitas vezes, investe em cestas básicas para a população.
Fadel chegou em Ibaiti em 1935, com apenas 3 anos de idade. Com sacrifício, fez a faculdade de direito em São Carlos (SP) e em 1970 fundou a Viação Jóia. Tínhamos apenas dois ônibus. Mas a força do café nos fez lutar para estender nossas linhas e ampliar a frota, lembra.
A preocupação com a política surgiu em 1975, quando Fadel presenciou a erradicação do café. Ibaiti começava a perder 12 mil habitantes. Então, resolvi ajudar os políticos que a administravam. Fadel salienta que sempre ficou nos bastidores da política. Até que nas últimas eleições resolvemos enfrentar a administração.
Aproximadamente 1.500 pessoas já voltaram para o município para trabalhar com o café adensado. Segundo o prefeito, só em 1997 foram distribuídas 1,3 milhão de mudas. Hoje o município tem 7,8 milhões de pés de café plantados, ocupando o terceiro lugar entre os maiores produtores do Norte do Estado. A população de Ibaiti é estimada em 25,8 mil habitantes.
Como presidente da Amunorpi, Fadel está incentivando os prefeitos a oferecerem as potencialidades de cada município ao governo do Estado. As pessoas acostumaram com a designação de que o Norte Pioneiro é o ramal da fome e não fazem nada para mudar. Não adianta ficarmos pedindo e pedindo. Temos que apresentar as potencialidades para termos créditos.
Das potencialidades da região Fadel cita o feijão em Wenceslau Braz, morango em Pinhalão, turismo e café em Ibaiti, Ribeirão Claro, Carlópolis e Tomazina, e madeira em Arapoti. Queremos organizar um projeto global da região.





