Nova Santa Bárbara A Associação dos Municípios do Norte do Paraná (Amunop) vai pedir a decretação de estado de emergência em alguns municípios para prorrogar dívidas junto a bancos e órgãos estaduais e federais. A difícil fase pela qual passa a agricultura da região, com a produção despencando por causa das condições climáticas e preços dos produtos em baixa, ativou o sinal de alerta entre prefeitos, vereadores, sindicalistas, agricultores, representante do MST e até comerciantes da região.
Na sexta-feira passada, na Câmara Municipal de Nova Santa Bárbara (70 km ao sul de Cornélio Procópio), lideranças das cidades, onde a situação está mais difícil, se reuniram para discutir e encontrar alternativas para os problemas. Nem mesmo a chuva que chegou no início de semana evitou o pessimismo generalizado.
A prefeita de Santa Mariana, Cicida Basssi, lembrou que 80% de sua economia depende da agricultura e que o fracasso na produção vai provocar uma queda em cadeia no comércio e demais setores da economia. Cicida foi além e disse que prefeitos, agricultores, sindicalistas e demais lideranças da região devem se unir para acabar com a denominação de ''canal da fome'', que persegue a zona onde está a maioria dessas cidades.
Segundo o prefeito de São Jerônimo da Serra, Carlos Sutil, se os governos não prestarem socorro, os municípios viverão uma fase difícil. ''São Jerônimo é um grande produtor, mas neste ano não vamos ter milho nem para o nosso consumo'', lamentou. O representante do MST, Luis Alonso Sales, disse que os assentados estarão ao lado dos prefeitos para buscar solução.
O processo de decretação de estado de emergência será coordenado pelo departamento jurídico da Amunop. Os escritórios da Emater em cada município também vão ajudar agricultores nas elaborações dos laudos a serem encaminhados para a Defesa Civil Estadual e para a União.

mockup