As novas instalações do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, foram inauguradas ontem com uma solenidade simples. Para as autoridades presentes, porém, a inauguração representou um divisor de águas na história do hospital, fundado há 50 anos.
Esse foi o tom dos discursos da diretora-geral do hospital, Marilise Borges de Brandão; do diretor clínico, Angelo Luiz Tesser; e do reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), José Henrique de Faria. A razão, segundo todos, está na nova forma de gestão participativa, que teve início com o convênio assinado entre o governo do Paraná, que administra o hospital, a Prefeitura de Curitiba e a UFPR, em agosto do ano passado.
‘‘É um marco na vida do hospital’’, disse Tesser. A expectativa é que o Hospital do Trabalhador se torne referência para o Paraná no tratamento de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho, que não são poucos - em 1996 ocorreram 8.578 casos na Região Metropolitana de Curitiba, com 73 mortes, segundo dados do Centro Metropolitâno de Apoio a Saúde do Trabalhador (Cemast).
Após os discursos, autoridades e funcionários participaram de uma cerimônia religiosa e depois conheceram as novas instalações. São seis consultórios, onde vão funcionar salas para pequenas cirurgias e atendimentos emergenciais.
As obras estão orçadas em mais de R$ 1 milhão e incluem uma UTI de 12 leitos, com previsão de término para maio, um pronto-socorro e salas de serviço de apoio diagnóstico e terapêutico, com eletrocardiograma, espirometria, endoscopias e radiologia. Apenas 392 dos 1.450 metros quadrados reformados foram construídos recentemente. (J.A.)

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